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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Santidade acontece a partir de escolhas simples, explica padre


Kelen Galvan
Da Redação CN

Arquivo Canção Nova
Acima, Padre Carlos e, abaixo, Adriano Gonçalves
Nesta quinta-feira, 1º, a Igreja Católica celebra a Solenidade de Todos os Santos em honra a todos os santos e mártires, conhecidos e desconhecidos.

Falar em santos normalmente nos remete à algo distante, visto que nos recordamos dos santos dos altares, tão conhecidos por seus feitos e milagres. Mas a santidade é algo simples, possível para todos.

"Santidade é viver a cada dia os ensinamentos de Jesus, buscando a pureza do coração, da mente e da alma. A santidade vai acontecendo no dia a dia à medida que vamos vivendo na simplicidade do Evangelho e, principalmente com o que Jesus mais pede: o ato de caridade, que é o amor concretizado, tornado prática", explica o pároco da Paroquia São Francisco de Paula, em Lavrinhas (SP), padre Carlos Alberto Victal.

O sacerdote explica que os santos foram santos porque praticaram muito o bem para com os outros. "À medida que eu esqueço de mim, e por amor ao Senhor e aos meus irmãos, pratico esse pequeno ato de caridade, de bondade, de ajuda às pessoas, atos de perdão no dia a dia, aí vai acontecendo a graça da santidade".

"Se nós olharmos os pequenos santos canonizados por João Paulo II todos eles praticaram atos de caridade simples, como o caso dos beatos Jacinta e Francisco, os pastorinhos de Fátima. O que eles fizeram além de rezar o terço, praticar pequenas caridades e bondades para com o outro, e pequenos sacrifícios de jejum e renúncia no dia a dia, oferecendo tudo pela conversão dos pecadores? Fazendo isso eles se tornaram beatos e estão quase sendo santos", destacou.

O jovem Adriano Gonçalves, autor do livro "Santos de Calças Jeans" e missionário da Canção Nova, diz que gosta de traduzir santidade por felicidade, com isso, todas as vezes em que a pessoa está vivendo uma felicidade autêntica e cuja fonte é Deus, ela está tendo um comportamento santo.

"O esporte que pratico, o filme que assisto, a música que ouço, quando tudo isso pontencializa o meu ser filho de Deus estou trilhando um caminho de santidade. Deus nos fez para felicidade eterna, mas nem por isso nos privou de uma 'penumbra de felicidade aqui'. Preciso descobrir no cotidiano as oportunidades de marcar com selo de céu", explica o jovem.

Adriano recorda que o Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil, em 2007, afirmou que santidade "é viver intensamente a vida", e intensamente é mesmo que "curtir". "Mas sempre com a pergunta básica: esta curtição me faz mais de Deus? Mais do próximo? E mais de mim mesmo? Me faz livre de verdade ou me amarra a correntes de prisão?", destaca.

"O mundo de hoje precisa de santos", afirma padre Carlos, "de pessoas que vivam a fidelidade ao Evangelho, aos mandamentos, a fidelidade em Jesus. Esse é um diferencial muito grande no mundo de hoje, onde praticamente a fé esfriou, onde os cristãos não mais buscam essa vida de santidade, mas vivem o corre-corre do dia a dia, e ainda os acontecimentos que o mundo propõe. O santo não, ele vai viver nesse mundo, nesses tempos, o que o Evangelho de nosso Senhor propõe, aí está o grande desafio". 

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