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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Memória de São Maximiliano Maria Kolbe

Via Padre Paulo Ricardo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus(Mt 18, 1-5.10.12-14)
Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe.

Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.
A Igreja celebra hoje a memória de S. Maximiliano M.ª Kolbe, frade franciscano que soube propagar pelo mundo inteiro a devoção à Imaculada, vencedora de todas as heresias. Ainda jovem, teve ele uma aparição de Nossa Senhora, que lhe apresentou duas coroas de flores: uma branca, símbolo da pureza e da castidade, e outra vermelha, referência clara ao martírio. Interrogado pela Virgem SS. qual das duas ele preferia, Maximiliano, com a ousadia das almas santas, arrancou-lhe ambas das mãos, professando seu amor à virgindade e à fidelidade irrestrita a Cristo. Uma vez feito padre e religioso, consagrado de corpo e alma ao serviço de Deus, S. Maximiliano foi preso pelo exército nazista no campo de Auschwitz. Lá, dando o passo final de sua entrega ao Senhor, ofereceu-se para ser morto no lugar de um pai de família, Franciszek Gajowniczek, cuja mulher e filhos o aguardavam fora da prisão. Encerrado com outros nove prisioneiros condenados à morte por inanição, Maximiliano os consolou com sua pregação e os últimos sacramentos. Como, porém, o santo resistisse à falta de comida, os nazistas, já impacientes, viram-se forçados a matá-lo por injeção letal. S. Maximiliano morreu, assim, como mártir da caridade e da família, oferecendo a Deus, Pai de toda paternidade, a própria vida no lugar de um irmão em Cristo. Que ele, intercedendo por nós do alto do céu, alcance-nos a graça de sermos fiéis soldados da Imaculada, sempre dispostos a lutar pela salvação do nosso próximo e pelo bem da família, tal como Deus a quis desde o princípio.

Sementes de Fé - 14/08/2018 - Catecismo da Igreja Católica - A transmissão da Revelação Divina

Catecismo da Igreja Católica - A transmissão da Revelação Divina

"Como é então importante ouvir a Palavra e encarná-la na existência pessoal e comunitária!"
Papa Emérito Bento XVI


Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

São Maximiliano Maria Kolbe, mártir da caridade

São Maximiliano dirigiu-se ao oficial com a decisão própria de um mártir da caridade

Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria.
Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.
Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:
“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”.
A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971.
São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

domingo, 12 de agosto de 2018

Semente de fé - 12/08/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Não comungue de qualquer jeito!

O que acontece em nós quando comungamos do Corpo e do Sangue de Cristo? Por que esse momento é tão importante, não só para a Santa Missa, mas para toda a nossa vida espiritual? Com que disposições devemos nos aproximar deste sacramento para recebê-lo bem e com fruto? Na meditação deste domingo, Padre Paulo Ricardo quer ensinar você a comungar direito. Ouça esta pregação e descubra o que Jesus deseja fazer com sua alma no sacramento da Eucaristia!
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João(Jo 6, 41-51)
Naquele tempo, os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Eles comentavam: “Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?”

Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna.

Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
Meditação. — 1. Meditamos na Missa deste domingo mais um trecho do capítulo 6 do Evangelho de São João, que narra o famoso discurso do Pão da Vida. Jesus, em primeiro lugar, manifesta-se aos judeus como o “pão vivo descido do céu”, do qual todo aquele que comer “viverá eternamente”. Em seguida, Ele fala do sacramento da Eucaristia, por cuja comunhão entramos em contato direto com a humanidade e divindade de Nosso Senhor.
O alimento eucarístico é como que um remédio para o organismo espiritualQuem dele se alimenta, recebe uma graça toda especial para, no dia a dia, repetir a comunhão com Cristo por meio da vida de oração. O contato com Jesus não deve se restringir ao momento da comunhão eucarística, mas, pelo seu impulso, precisa transcender em nossa vida cotidiana, como reflexo de uma grande intimidade com o Senhor. Uma boa comunhão do sacramento do Corpo de Cristo é importante para que Jesus seja sempre e em qualquer lugar o nosso “Pão da Vida”.
2. Existem três disposições básicas para uma boa comunhão. A primeira delas é o estado de graçaAs pessoas que estão em pecado mortal não podem ser admitidas à comunhão porque “o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia” (Papa São João Paulo II, Familiaris Consortio, n 84). Por isso, quem se encontra nessa situação precisa recorrer urgentemente à Confissão e manifestar o firme propósito de nunca mais trair os mandamentos de Deus. Ao pedir isso dos seus fiéis, a Igreja não se apega a práticas rigoristas, mas se fia naquilo que sempre foi a atitude pastoral dos santos, fundada nas Sagradas Escrituras: “Quem come e bebe indignamente o Corpo e o Sangue do Senhor”, adverte São Paulo, “come e bebe a própria condenação” (1Cor11, 29).
Depois, os fiéis precisam manifestar a devida piedade pelo Corpo Santo do Senhor, preparando a própria alma para o encontro com o Amado. A entrada na procissão de comunhão não pode ser uma ação banal como a de escovar os dentes. Na Eucaristia, Jesus está verdadeiramente presente e deseja entreter-se conosco. Que desfeita não seria, portanto, uma comunhão desatenta e sem qualquer sinal de humildade diante do Deus que se fez alimento para nossa alma? Uma alma assim jamais conseguirá galgar os degraus da santidade, ainda que faça muitas comunhões, pois não procura devolver a Deus o mesmo amor de que foi objeto.
3. A terceira disposição para uma boa comunhão é a atitude de fé. Neste sentido, a Igreja adotou como norma tradicional a recepção da Eucaristia de joelhos e direto na língua e, mais recentemente, permitiu a recepção também de pé e na mão, desde que se prestasse a devida atenção às partículas da Hóstia Sagrada. A diligência com essas normas permite que o fiel manifeste mais claramente a sua fé na presença real de Cristo.
A Hóstia Sagrada permanece no estômago por, mais ou menos, quinze minutos até ser digerida. É o momento de o cristão fazer a sua ação de graças, manifestando a Deus o quanto gostaria de recebê-lO com aquela piedade e devoção da Virgem Maria, com o espírito e fervor dos santos. Esse agradecimento permite que a força da Eucaristia seja mais eficaz em nosso organismo e se manifeste depois na nossa vida cotidiana, dando mais vontade de permanecer no amor de Deus.
Antes de partir o pão da Última Ceia, Jesus disse aos seus amigos o quão ardente era o seu desejo de estar com eles naquele momento (cf. Lc 22, 15). Façamos, pois, o mesmo com o Senhor na liturgia deste domingo.
Oração. — Ó Jesus Eucarístico, alimentai a minha alma com a vossa graça para que nunca me falte “o pão de cada dia”. Que o vosso Corpo Sacramentado seja, para mim, fonte de uma vida renovada e impulso à oração, de modo que eu me alimente da vossa carne não apenas na Santa Missa, mas a todo momento que o meu coração se dirigir a Vós.
Propósito. — Fazer quinze minutos de ação de graças após o término da Santa Missa.

sábado, 11 de agosto de 2018

Sementes de Fé - 11/08/2018 - Liturgia da Santa Missa - Significado de Gestos e Posições

Liturgia da Santa Missa - Significado de Gestos e Posições
Genuflexão, Inclinação e Silêncio

 "Assistindo devotamente à Santa Missa rendemos a maior homenagem possível à Sagrada Humanidade de Nosso Senhor." São Leonardo de Porto Mauricio
Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Santa Clara, patrona da televisão

Santa Clara, destacou-se desde cedo pela caridade e respeito para com os pequenos

“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.
Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.
Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.
Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.
Santa Clara, rogai por nós!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Dinâmica de padrão de retidão e santidade


Objetivo: Refletir sobre qual parâmetro de retidão e santidade estamos utilizando no nosso dia-a-dia para julgarmos nossas atitudes.

Material: 3 Bolas de tamanhos diferentes, ou outro objeto também de três tamanhos diferentes.

Procedimento:

1. Traga as bolas dentro de uma caixa ou uma sacola de modo que os adolescentes não as vejam;

2. Retire uma bola média e pergunte se eles acham que ela é grande ou pequena;

3. Retire em seguida uma bola pequena e pergunte a eles qual o tamanho da bola anterior comparada a essa bola pequena;

4. Pegue finalmente a maior bola e pergunte qual o tamanho das outras bolas comparadas a essa última.

5. Explique aos adolescentes que para decidir se as bolas são pequenas ou grandes é necessário estabelecer um parâmetro (um elemento importante a levar em conta, para avaliar ou compreender as características do objeto).

6. Na nossa vida acontece da mesma maneira, se queremos saber se estamos vivendo em santidade ou não, fazendo o que é certo ou o que é errado devemos usar o parâmetro certo: o padrão de Deus.

“Comparamo-nos a políticos safados, estupradores e assassinos e raciocinamos que parecemos santos em comparação a eles, mas, quando fazemos isso, estamos usando o padrão errado.”

Precisamos usar o padrão de Deus para medir as nossas atitudes, e o padrão de Deus é santo, reto e elevado. É graças à retidão de Deus que desenvolvemos um forte senso do que é justo.

“Porque o SENHOR é justo, e ama a justiça; o seu rosto olha para os retos”. Salmos 11:7

“Justo és, ó SENHOR, e retos são os teus juízos.” Salmos 119:137

“A sua obra tem glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre.” Salmos 111:3

“A luz semeia-se para o justo, e a alegria para os retos de coração. Alegrai-vos, ó justos, no SENHOR, e dai louvores à memória da sua santidade.” Salmos 97:11 e 12

"Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o SENHOR vosso Deus. E guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o SENHOR que vos santifica." Levítico 20:7-8

"A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo (Lv 11,44)." I São Pedro 1,15-16

Fonte adaptada de : http://leiturasdaquenia.blogspot.com/2012/03/dinamica-padrao-de-retidao-e-santidade.html

Sementes de Fé - 10/08/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Sementes de Fé - 09/08/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

São Domingos de Gusmão, homem de oração

São Domingos não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho

Neste dia lembramos aquele que, ao lado de São Francisco de Assis, marcou o século XIII com sua santidade vivida na mendicância e no total abandono em Deus e desapego material.
São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha em 1170, Espanha, e pertencia à alta linhagem dos Gusmão. O pai, Félix de Gusmão, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe, Joana de Aza, grande esmoler, e com clérigos e monges. Interessante é que antes de Domingos nascer sua mãe sonhou com um cão, que trazia na boca uma tocha acesa de que irradiava grande luz sobre o mundo. Mais do que sonho foi uma profecia, pois Domingos de Gusmão, de estatura mediana, corpo esguio, rosto bonito e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos, não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho, isso depois de se desapegar a tal ponto de si e das coisas, que chegou a vender todos os seus ricos livros, a fim de comprar comida aos famintos.
Homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, São Domingos acolheu o chamado ao sacerdócio e ao ser ordenado (no ano de 1203 em Osma, onde foi nomeado cônego). No ano de 1204, Domingos seguiu para Roma a fim de obter do Papa licença para evangelizar os bárbaros na Germânia.
No entanto, o Papa Inocêncio III orientou-o para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França com suas heresias. Desta forma, Domingos fez do sul da França, o seu principal campo de ação. Quando os hereges depararam com a verdadeira pobreza evangélica de São Domingos de Gusmão, muitos aderiram à Verdade, pois nesta altura já nascia, no ano de 1215 em Tolosa, a primeira casa dos Irmãos Pregadores, também conhecidos como Dominicanos (cães do Senhor) que na mendicância, amor e propagação do Rosário da Virgem Maria, rígida formação teológica e apologética, levavam em comunidade a Véritas, ou seja, a verdade libertadora.
São Domingos de Gusmão entrou no Céu com 51 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1234.
São Domingos de Gusmão, rogai por nós!


Fonte: https://santo.cancaonova.com/

Possuído por 15 mil demônios, libertado pelo Santo Rosário

“A cada Ave-Maria que São Domingos e o povo rezavam, um grande número de demônios saía do corpo do posesso, em forma de brasas acesas.”
Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense possesso pelo demônio. São Domingos o exorcizou na presença de uma grande multidão de pessoas; parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar. Os demônios que possuíam este infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento.
Primeiro eles disseram que havia quinze mil deles no corpo deste pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário. Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário, ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno; e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o mundo, por causa das almas que arrancou dos demônios através da devoção ao Santo Rosário. Eles depois revelaram várias outras coisas.
São Domingos colocou seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus, eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto, mais amado e reverenciado pelos homens. Neste momento, eles soltaram um gemido inexprimível, com o qual a maioria das pessoas caiu por terra, desmaiando de medo.
Então, usando de esperteza, a fim de não responder, os demônios começaram a chorar e prantear de uma maneira tão deprimente que muitos da multidão começaram a chorar também, movidos por compaixão natural. Os demônios falaram através da boca do albigense, com uma voz dolorida:
— Domingos! Domingos! Tem piedade de nós, nós prometemos que nunca te machucaremos. Tu sempre tiveste compaixão dos pecadores e daqueles que estão na miséria; tem piedade de nós, pois estamos padecendo. Já estamos sofrendo tanto, por que te comprazes em aumentar as nossas penas? Não te dás por satisfeito com o nosso sofrimento? Tens de aumentá-lo? Tem piedade de nós! Tem piedade de nós!
São Domingos, Escola Veneziana, século XVIII.
São Domingos não se mostrou nem um pouco movido de compaixão por estes espíritos, e disse-lhes que não os deixaria a sós até que respondessem à pergunta que lhes havia feito. Eles disseram, então, que lhe sussurrariam a resposta de tal forma que apenas São Domingos seria capaz de ouvi-los. Ele retorquiu que eles deveriam responder claramente e em alta voz.
Então os demônios se mantiveram quietos e se negaram a dizer uma só palavra, desconsiderando completamente as ordens de São Domingos. Este, então, ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora:
— Ó, toda poderosa e maravilhosa Virgem Maria, eu vos imploro: pelo poder do Santíssimo Rosário, ordene a estes inimigos da raça humana que me respondam.
Mal acabara de orar, uma chama ardente foi vista saindo dos ouvidos, das narinas e da boca do albigense. Todos tremeram de medo, mas o fogo não machucou ninguém. Então os demônios disseram:
— Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua santa Mãe e de todos os santos, deixa-nos sair deste corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão a tua pergunta a qualquer momento. E, além do mais, não somos nós mentirosos? Por que haveríeis de nos dar crédito? Não nos tortures mais, tem piedade de nós.
— Pior para vocês, espíritos desgraçados e indignos de serem ouvidos — respondeu o santo servo de Deus aos demônios.
Ajoelhando-se diante de Nossa Senhora, então, São Domingos assim rezou:
— Ó, digníssima Mãe da Sabedoria, oro pelas pessoas aqui reunidas, que já haviam aprendido como rezar devotamente a Saudação Angélica (i.e., a Ave-Maria). Por favor, eu vos imploro, forçai vossos inimigos a proclamar a verdade completa e nada mais que a verdade sobre isto, aqui e agora, diante desta multidão.
São Domingos mal havia concluído esta oração quando viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos. Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse:
— Responde ao meu servo Domingos imediatamente. (Lembre-se o leitor que as pessoas não viram nem ouviram Nossa Senhora, mas somente São Domingos.)
Então os demônios começaram a gritar:
Ó, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, por que descestes do Céu para nos torturar tão cruelmente? Ó, advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para os céus, devemos nós, para nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é a causa de nossa vergonha e de nossa ruína? Ó, pobre de nós, príncipes da escuridão!

Ouvi bem, pois, vós, cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa junto de Deus e capaz de salvar seus servos do inferno. Ela é o sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e torna nossas tentações inúteis e sem efeito.

Mesmo relutando, confessamos que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todo os santos.

Nós a tememos mais que todos os santos nos céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus servos fiéis. Muitos cristãos que a invocam na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.

Ó, se pelo menos essa Maria (era assim que eles a chamavam na sua fúria) não tivesse se oposto aos nossos desígnios e esforços, teríamos conquistado a Igreja e a teríamos destruído há muito tempo atrás; teríamos feito todas as Ordens da Igreja caírem no erro e na desordem.

Agora, que somos obrigados a falar, também vos diremos isto: ninguém que persevera na oração do Rosário será condenado, porque a Mãe de Jesus Cristo obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição de seus pecados e, por meio desse instrumento, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus.
São Domingos fez, então, com que todos rezassem o Rosário bem devagar e com grande devoção. Enquanto isso, algo maravilhoso acontecia: a cada Ave-Maria que ele e o povo rezavam, um grande número de demônios saía do corpo do infeliz, em forma de brasas acesas.
Quando os demônios foram todos expulsos e o herege se viu inteiramente livre deles, Nossa Senhora (que permanecia invisível) deu sua bênção ao povo reunido, e eles se encheram de alegria por isso.
Muitos hereges se converteram por causa deste milagre e ingressaram na Confraria do Santíssimo Rosário.

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