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terça-feira, 31 de julho de 2018

Santo Inácio de Loyola, reconhecido tendo a alma maior que o mundo

A única ambição de santo Inácio tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus


Neste dia, celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.


Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos fez isso, pois eu tenho também de o fazer”.


Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” exercícios espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus.


A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.


Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.


Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!


Fonte: https://santo.cancaonova.com

Sementes de Fé - 31/07/2018 - Os pressupostos da fé cristã

Os pressupostos da fé cristã - A ação da Igreja.
Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

domingo, 29 de julho de 2018

O que é o Credo

No encerramento do “Ano da Fé” (30/6/67 a 30/6/68), em comemoração dos 1900 anos dos martírios de São Pedro e São Paulo, o Papa Paulo VI quis oferecer à Igreja a sua “Profissão de Fé”, que se chamou o “Credo do Povo de Deus”.

Muitas razões tornaram este Credo de Paulo VI de grande importância para a Igreja, sendo muito utilizado e citado nos documentos posteriores da Igreja.

Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de “Símbolo dos Apóstolos”, assim chamado por ser o resumo fiel da fé dos Apóstolos; foi uma maneira simples e eficaz da Igreja apostólica exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. Nos seus Doze artigos, o Creio sintetiza tudo aquilo que o católico crê. Este é como que “o mais antigo Catecismo romano”. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma.

Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja, que batizou santo Agostinho, mostra de onde vem a autoridade do Símbolo dos Apóstolos, e a sua importância:

“Ele é o Símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro dos Apóstolos, teve a sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão da fé” ( Expl. Symb.,7; PL 17, 1158D; CIC §194)

“Este Símbolo é o sêlo espiritual, a mediação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente o tesouro da nossa alma”. (Expl. Symb. 1: PL, 1155C; CIC §197)

Os seus doze artigos, segundo uma tradição atestada por Santo Ambrósio, simbolizam com o número dos Apóstolos o conjunto da fé apostólica.(cf. CIC §191)

A palavra grega “symbolon” significa a metade de um objeto quebrado (como por exemplo, um sinete que traz em baixo ou alto relevo um brasão), e que era apresentada como um sinal de identificação e reconhecimento. As partes quebradas eram então juntadas para formar um todo e identificar assim o seu portador. Portanto, o Símbolo da fé, o Creio, é a identificação do católico. Assim, ele é professado solenemente no Dia do Senhor, no Batismo e em outras oportunidades.

Por causa das heresias trinitárias e cristológicas que agitaram a Igreja nos séculos II a IV, ela foi obrigada a realizar uma série de Concílios ecumênicos (universais), para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã, foram os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo de Ário, que ensinava que Jesus não era Deus, mas apenas a maior de todas as criaturas; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla, que ensinava que o Espírito Santo não era Deus. Desses dois importantes Concílios, originou-se o Creio chamado Niceno-constantinopolitano, que traz os mesmos doze artigos da fé do Símbolo dos Apóstolos, porém de maneira mais explícita e detalhada, especialmente no que se refere às Pessoas divinas de Jesus e do Espírito Santo.

Além desses dois símbolos da fé, mais importantes, outros Credos foram elaborados ao longo dos séculos, sempre em resposta a determinadas dificuldades ou dúvidas vividas nas Igrejas apostólicas antigas. Por exemplo, temos notícia do Símbolo “Quicumque”, dito de Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria; as profissões de fé dos Concílios de Toledo (DS 525-541), Latrão (DS 800-802), Lião (DS 851-861), Trento (DS 1862-1870), e também de certos Papas, como a “Fides Damasi” (DS 71-72), do Papa Dâmaso.

O Catecismo da Igreja nos assegura que:

“Nenhum dos símbolos das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado como ultrapassado e inútil. Eles nos ajudam a tocar e a aprofundar hoje a fé de sempre através dos diversos resumos que dela têm sido feitos.” (CIC § 193)

Falando do Credo, São Cirilo de Jerusalém (315-386), assim se expressa nas Cathecheses illuminandorum(5,12; PG 33, 521-524; CIC §186):

“Este símbolo da fé não foi elaborado segundo opiniões humanas, mas da Escritura inteira recolheu-se o que há de mais importante, para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém em um pequeníssimo grão um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra em algumas palavras todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento”.

Também o Papa Paulo VI, em 1968, achou oportuno fazer a soleníssima Profissão de Fé, no encerramento do Ano da Fé, que aqui publicamos conforme foi publicado no L’Osservatore Romano,  1-2 de julho de 1968.

De fato este Credo do Povo de Deus é um marco da maior importância. Quem o aceita plenamente e o vive de todo o coração, é de fato católico; caso contrário, não será, ainda que afirme ser católico. Na verdade, o Papa Paulo VI quis colocá-lo como um farol e uma âncora para a Igreja caminhar nos tempos difíceis de vivemos, por entre tantas falsas doutrinas e falsos profetas, que se misturam sorrateiramente como o joio no meio do trigo, mesmo dentro da Igreja.

Ao apresentar a sua Profissão de Fé, o Papa Paulo VI disse que a sua intenção era a de cumprir a missão petrina, dada por Jesus, de “confirmar os irmãos na fé” (Lc 22,32), que “sem ser uma definição dogmática propriamente dita, repete substancialmente (…), o Credo da imortal Tradição da Santa Igreja”.


O Papa justificou a apresentação da Profissão de Fé, em vista da “inquietação que agita certos meios modernos, em relação à fé”, diante deste mundo que põe em “discussão tantas certezas”. O Papa não deixa de dizer que preocupa-o “que até católicos se deixam dominar por uma espécie de sede de mudança  e de novidade”.

São Paulo, há cerca de 1950 anos atrás, já tinha falado a Timóteo desta “sede de novidades”, que acaba levando muitos católicos para o caminho do erro:

“O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, de hipócritas e impostores (…).” (1Tm 4,7).

“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões  e pela curiosidade de escutar novidades, ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2Tm 4,7)

Paulo VI fala também daqueles que atentam “contra os ensinamentos da doutrina cristã”, causando “perturbação e perplexidade em muitas almas fiéis, como se pode verificar nos dias de hoje”. Assim, fica claro que o Papa quis com a sua Profissão de Fé corrigir erros de doutrina surgidos após o Concílio Vaticano II, às vezes por interpretação errada de suas intenções. Preocupa o Papa as “hipóteses arbitrárias” e subjetivas que são usadas por alguns, mesmo teólogos, para uma interpretação da Revelação divina (hermenêutica), em discordância da autêntica interpretação dada pelo Magistério da Igreja.

Na apresentação do Credo, o Papa conclui dizendo:

“Queremos que a nossa Profissão de Fé seja bastante completa e explícita para responder, de maneira adequada, à necessidade de luz que tantas almas fiéis sentem, e que experimentam também todos os que, no mundo, seja qual for a família espiritual a que pertençam, estão em situação de procura da Verdade”.

Sabemos que é a Verdade que nos leva à salvação. São Paulo, como já citamos acima, fala da “sã doutrina da salvação” (2 Tm 4,7), e afirma que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15). Na mesma Carta a Timóteo, Paulo alerta o seu fiel discípulo, bispo de Éfeso, que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4).

Note que para o Apóstolo, a “salvação” e o “conhecimento da verdade” são coisas conexas. Quando ele fala aos tessalonicenses sobre a grande provação que a Igreja deve passar antes da volta de Jesus, as terríveis seduções do homem da iniquidade, com as armas de satanás,  ele diz que os que se perderem terão como causa não terem se apegado à verdade que salva.

“Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar”. (2Ts 2, 10)

“Desse modo serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal”. (2Ts 2,12)

Enfim, o Apóstolo exorta os tessalonicenses: “ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras,  seja por carta nossa”. (2Ts 2,15)

Claramente notamos que a preocupação do Apóstolo é manter os fiéis firmes na verdade ensinada pela Igreja, seja de maneira oral (Tradição), seja por escrito.

Jesus é a Verdade (Jo 14,6) e disse que a Verdade nos libertará (Jo 8, 32). O Credo do Povo de Deus é mais uma das inúmeras maneiras que a Igreja usa para manter o Rebanho do Senhor no caminho da  verdade que liberta e salva.

Quando o Papa João Paulo II apresentou o Catecismo da Igreja Católica, através da Constituição Apostólica “Fidei Depósitum”, fez questão de dizer, logo no início:

“Guardar o depósito da fé é a missão que Cristo confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos”.

De fato, em todos os tempos – já vinte séculos – a Igreja cumpre bem este mandato do Senhor, assistida pelo Espírito Santo, não permitindo que se corrompa o “depósito da fé”. Vinte e um concílios ecumênicos foram realizados nestes dois mil anos, a maioria deles a fim de debelar as heresias que ameaçavam o sagrado depósito da verdade que o Senhor confiou à sua Igreja. E, como essas ameaças à fé são contínuas, a Igreja não cessa de chamar os seus filhos a viverem de acordo com a autêntica verdade que Paulo VI ensina na sua solene Profissão de Fé.

Com alegria entregamos aos nossos leitores esse Credo, tão profundo e detalhado, para que fique claro aos nossos olhos a verdade da nossa fé.

Que, vivendo a “obediência da fé” (Rm 1,5), fiéis e submissos à Santa Igreja e ao Sagrado Magistério, possamos chegar todos à salvação; pois, como diz o Apóstolo, “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6), já que o “justo vive pela fé” ( Rm 1,17).

***
Prof. Felipe Aquino

Fonte: http://cleofas.com.br/o-que-e-o-credo/

Santa Marta, modelo ativo de quem acolhe

Santa Marta é considerada a patrona das cozinheiras 


Hoje lembramos a vida de Santa Marta, que tem seu testemunho gravado nas Sagradas Escrituras. Padres e teólogos encontram em Marta e sua irmã Maria, a figura da vida ativa (Marta) e contemplativa (Maria). O nome Marta vem do hebraico e significa “senhora”.


No Evangelho, Santa Marta apresenta-se como modelo ativo de quem acolhe: “… Jesus entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa” (Lc 10,38).


Esta não foi a única vez, já que é comprovada a grande amizade do Senhor para com Marta e seus irmãos, a ponto de Jesus chorar e reviver o irmão Lázaro.


A tradição nos diz que diante da perseguição dos judeus, Santa Marta, Maria e Lázaro, saíram de Bethânia e tiveram de ir para França, onde se dedicaram à evangelização. Santa Marta é considerada em particular como patrona das cozinheiras e sua devoção teve início na época das Cruzadas.


Santa Marta, rogai por nós


Fonte: https://santo.cancaonova.com

Sementes de Fé - 29/07/2018




Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sábado, 28 de julho de 2018

Como saber se sou membro da Igreja?

Via Pe. Paulo Ricardo

Só é membro de Cristo e, portanto, verdadeiro cristão quem crê em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 13, 24-30)


Naquele tempo, Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio.

Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’”


No Evangelho de hoje, Jesus nos conta a parábola do joio e do trigo. Aqui, Ele se refere apenas aos que pertencem ao corpo visível da Igreja, e não aos homens de uma maneira geral. A parábola retrata, portanto, uma situação “anômala”, embora prevista por Nosso Senhor, dentro da comunidade eclesiástica: nela, crescem lado a lado o joio e o trigo. Um e outro não se distinguem bem à primeira vista, já que são de aspecto muito semelhante; será só na colheita final, quando os anjos de Deus vierem separar os bons dos maus, que o trigo será recolhido no celeiro e o joio, amarrado em feixes e lançado ao fogo. Isso significa que num mesmo banco de paróquia podem sentar-se pessoas que se dizem e sentem católicas, por serem batizadas e participarem dos mesmos ritos, embora nem todas o sejam de fato. A razão disso é que, para pertencer verdadeiramente à Igreja Católica, não basta ser batizado, ir à Missa aos domingos e reconhecer a autoridade dos pastores: é fundamental, também, ter a mesma fé que a Igreja ensina e professa, e no sentido em que ela a ensina e professa. Sem fé, raiz das outras virtudes teologais, ninguém pode ser membro de Cristo. Tanto é assim que, como ensina a unanimidade dos teólogos, quem preserva o dom da fé, ainda que cometa um pecado mortal gravíssimo, ofendendo a Deus e o bem espiritual da Igreja, permanece unido a esta, ao passo que quem não tem fé, mesmo que não haja incorrido em nenhuma falta grave, não é membro atual do Corpo de Cristo. Esta fé, sem a qual não passamos de ramos secos extirpados da videira, consiste em crer em tudo o que crê a Igreja Católica, por ter sido Deus quem lho revelou em seu Filho e a instruiu pelo Espírito Santo através do ministério apostólico. É essa a atitude, obediente e humilde, que devemos sempre manter, dispondo-nos a aceitar como doutrina revelada tudo o que a Santa Igreja nos propõe e ensina como tal. Que Deus nos inspire continuamente essa docilidade interior aos ensinamentos da Igreja por Ele fundada, a fim de sermos contados entre o trigo bom no dia da colheita final.


Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/como-saber-se-sou-membro-da-igreja


Sementes de Fé - 28/07/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Sementes de Fé - 27/07/2018

"Se queremos seguir Cristo de perto, não podemos procurar uma vida cômoda e tranquila. Será uma vida empenhada, mas cheia de alegria."
Papa Francisco


Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

quinta-feira, 26 de julho de 2018

São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora

São Joaquim e Sant’Ana foram abençoados por Jesus com o nascimento da Virgem Maria

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant’Ana. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”.
Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.
O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José.
A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.
São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Os motoristas e São Cristóvão

São Cristóvão é o protetor e anjo guardião dos motoristas

Todos precisamos de proteção. Dependemos de Deus. Para as situações de risco, como é o caso de quem está na direção de um veículo, não elevar o pensamento para o alto ao ocupar seu posto de pilotagem será sempre uma temeridade. Em velocidade, os motorizados ajudam a encurtar distâncias, mas ao mesmo tempo nos colocam em estado de menor segurança e adiantam situações inesperadas. A fé vem em nosso socorro: Deus é Pai. Os santos, na glória, unem nossa pobre condição humana à santidade divina e diante do trono do Altíssimo, oram por nós, imersos na intercessão de Cristo. Costume antigo entre os cristãos é solicitar a companhia orante destes irmãos que nos precederam na fé e viveram situações semelhantes às nossas. Nós os chamamos de Padroeiros.
São Cristóvão
São Cristóvão é o anjo protetor dos motoristas. Mas, além da intercessão, o fiel deve olhar para os santos procurando exemplo de vida. Cristóvão, antes de se tornar cristão, se chamava Réprobo. Era um cananeu rude, alto de estatura. Inculto, mas inteligente, desejava conhecer e servir ao rei mais poderoso da terra.
Certo dia lhe apresentaram um. Foi com ele a uma peça de teatro na qual o nome do diabo era repetido com frequência. A cada vez que o ouvia, o rei fazia o sinal da cruz. Por que fazes este sinal?, perguntou Rébrobo. Para me livrar das artimanhas do demônio, respondeu o rei. O escravo não se conformou. Se há alguém de quem tens medo, então não és mais poderoso que ele. Começou então a procurar o diabo para servi-lo, admitindo ser ele o maioral da terra. Um ser bem apessoado, atraente e forte iniciou por encantar o servo gigante.
Porém, um dia andando com ele pela estrada, viu que em certo sítio, o demônio desviou caminho. Perguntou: por que desvias? Porque neste trecho há cruz igual à de um tal Jesus de quem tremo de medo. Constatou Réprobo: então este é maior do que ti. Abandonou-o de imediato e andou a procura do novo rei. Encontrou-o através de um eremita que lhe falou sobre o Salvador. O cristão lhe explicou que para encontrar a Cristo era necessária a oração. O convertido entristeceu-se e disse: não sei rezar ainda. Então, podes jejuar. Para mim esta prática é ainda muito difícil, pois preciso de muito alimento para manter meu pesado corpo. Então, disse-lhe o catequista, comece pela caridade e chegarás ao encontro com Cristo. Como era alto, pôs-se misericordiosamente a transportar nos ombros pessoas que precisavam atravessar um rio sem pontes.
Certo dia, chegou à margem uma criança que com caridade pôs em travessia. Pesava muito; peso descomunal. Correu risco de não suportar e se afogar nas águas caudalosas. Ao chegar do outro lado, reclamou: você me causou perigo e quase me levou à morte. Porque pesa tanto? Parecia-me ter o mundo inteiro sobre os ombros. O menino então esclarece: tranquiliza-te; sou o Cristo a quem serves. Transportastes o rei da terra, o criador do mundo. Por isso, terminada a catequese, o santo eremita o batizou com o nome de Cristóvão, que significa Transportador de Cristo.
São Cristóvão a partir de então se tornou um cristão tão fiel e exemplar que a muitos outros converteu para Deus. Certa vez, o imperador mandou soldados para prendê-lo obrigando-o a adorar deuses pagãos. Ele, ao encontrá-los impressionou-os tão bem com sua bondade e fé que eles desistiram de prendê-lo. Cristóvão não aceitou. Levem-me, disse-lhes. No caminho os soldados se transformaram e se fizeram cristãos. Para levar Cristóvão a pecar, o rei mandou duas belas moças o tentarem. Uma chamava-se Nicéia outra Aquilina. Antes que elas iniciassem seus afagostatura, que alguns o achavam quase um gigante, Cristóvão lhes falou sobre a fé e a moral cristã e elas se arrependeram e pediram o batismo, deixando a vida de prostituição. Tão forte foi a conversão delas que nem diante das torturas voltaram atrás, mas enfrentaram corajosamente o martírio. Cristóvão foi perseguido, torturado, açoitado e por fim decapitado, mas nunca deixou de amar e servir ao maior e único Rei do mundo que em sua estrada teve a graça de encontrar.
Eis aí, motorista, seu patrono e seu exemplo.
São Cristóvão, rogai por nós!
Dom Gil Antônio Moreira

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/igreja/santos/os-motoristas-e-sao-cristovao/

Sementes de Fé - 25/07/2018 - Documentos da Igreja

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

São Tiago Maior, grande amigo de Nosso Senhor

São Tiago foi o primeiro, dentre os doze apóstolos, a derramar o sangue pela causa do Evangelho


Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.


Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d’Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.


Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.


Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho: “Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2).


Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.


Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.


São Tiago Maior, rogai por nós!


Fonte: https://santo.cancaonova.com

O Demônio existe?

“Mas os guardes do Maligno”

Gosto muito deste versículo do evangelho de João citado acima; primeiro, porque ele faz parte de um dos mais lindos capítulos da Bíblia, na minha opinião. É um momento profundo de oração e
de intimidade, em que Jesus se abre inteiramente ao Pai rogando por cada um de nós. É sensível e quase palpável o amor que Jesus derrama em suas palavras neste momento.
Se a Cruz foi o extremo do amor que os nossos olhos puderam ver da parte de deus, creio que o que há de mais lindo e profundo nas Palavras de Jesus durante a sua vida, foi essa oração. ela marca o momento de Jesus com o Pai. a mesma oração que ele fez diante dos apóstolos ao Pai, ainda ecoa no coração do Pai por cada um de nós. esta continua sendo a oração de Jesus ao Pai, por mim e por você!
Em meio a tão lindo gesto de amor de Jesus, surge um pedido muito importante ao Pai:



“Eu não te peço que os tire do mundo, mas que os guardes do Maligno.” (Jo 17,15)
Este pedido se torna um versículo chave quando tratamos dos assuntos relacionados ao demônio e à sua existência.
Primeiro, porque se a existência do demônio não fosse algo tão importante ao modo de ver de Jesus, ele não rezaria ao Pai para que o Pai nos livrasse do Maligno – mas Jesus sabia da importância e das ações do demônio, e por isso rezou ao Pai para que sejamos guardados, mostrando-nos, assim, a relevância do assunto.
Este versículo se torna ainda chave para respondermos às diversas pessoas que afirmam que o demônio não existe. Afinal, se ele não existisse, estaria Jesus mentindo? Qual seria o fundamento de Jesus rezar ao Pai sobre uma realidade que não existe?
É obvio que Jesus mostra, com este pedido, que a dimensão do combate espiritual com as forças diabólicas não poderia ser esquecida. E, se precisamos ser guardados pelo Pai, é porque corremos algum tipo de risco; se precisamos ser guardados, não convém que fiquemos expostos ao Mal.

A tentativa de negar a existência do Demônio
A Igreja é muito clara quanto ao ensinamento sobre a existência das realidades diabólicas. Ela nunca negou a existência do Mal, muito pelo contrário: a Igreja sempre afirmou a existência desta força oposta a Deus, que combate contra toda a humanidade.
Infelizmente, existem pessoas que ainda insistem em cair num relativismo quanto a esta questão. Há, ainda, pessoas que chegam ao ponto de negar completamente a existência do demônio.
Essas pessoas responsabilizam somente o homem, enquanto criatura, por todo e qualquer tipo de mal que nos cerca.
A triste realidade é que vemos alguns padres e pessoas de dentro da própria igreja, negando a possibilidade da ação do demônio em nossas vidas.
Foram muito comuns, em determinadas épocas, programas de TV que mostravam essas pessoas negando a existência do Mal. Elas desafiavam os demônios para que as possuíssem e causassem algum tipo de atividade extraordinária em suas vidas. Elas afirmavam que os espíritos que são invocados em determinadas seitas não existiam e que nada podiam fazer contra elas. Por causa disso, muitos chegaram a acreditar que realmente não poderia haver nenhum tipo de ação do demônio sobre as pessoas, e que tudo seria fruto de mentes perturbadas e doentias, que precisavam atribuir a espíritos a responsabilidade sobre seus próprios problemas, em vez de lidar pessoalmente com eles.
Certamente, tais afirmações causaram prejuízos para algumas pessoas, pois elas não conseguiam mais ver a realidade espiritual que as cercava. Como tudo era explicado pelos fenômenos parapsicológicos e pelo poder que há na mente humana, nada “sobrava” para o Mal.
Diante das cenas dessas pessoas que gostavam de aparecer na mídia desmentindo a ação do demônio e a existência de entidades malignas espirituais, muitos se perguntavam: “o demônio não poderia realmente possuir essas pessoas, uma vez que estão sendo desafiados e chamados para dentro delas?”. Outro questionamento que se fazia era:
“Se o demônio realmente existe, por que não faz mal a essas pessoas?”. A resposta é simples: essas pessoas ajudavam os demônios indiretamente! Elas realizavam exatamente o que eles queriam, que era fazer todos acreditarem que eles não existem! É triste saber que, de certa forma, essas pessoas colaboravam com a intenção real do demônio, mas é a pura verdade. Com isso, não seria lógico que o demônio atacasse quem está colaborando de maneira tão explícita e ampla com sua estratégia!
Curiosamente, aqueles que mais defendiam – e ainda defendem – que a maioria dos fenômenos extraordinários são apenas realizados pela autossugestão e pelo poder da mente, e que há na parapsicologia uma explicação “científica” para tudo que é extraordinário, estes mesmos nunca demostraram o poder de suas próprias mentes e técnicas parapsicológicas para mover um só copo de lugar…
Quis frisar aqui um pouco da questão da parapsicologia, pois ainda há quem se utilize desse recurso para encontrar respostas para os conflitos que as pessoas vivem.
Mas nós, cristãos, não nos apoiamos na parapsicologia para a resolução do que entendemos como realidades espirituais, pois os métodos que ela se utiliza, bem como os resultados, são amplamente reprovados pela comunidade científica, e as consequências podem ser até mesmo trágicas, se tentarmos aplicar suas teorias sobre realidades espirituais malignas.

O problema em negar o Mal
Existe um grande problema quando o assunto é negar a existência do demônio. Se negamos isso, negamos também toda a realidade acerca do pecado que envolve a todos nós, e na qual ele (Diabo) é o autor desde o princípio. (Cf. 1Jo 3,8).
Sendo assim, se nego a existência do demônio, nego a existência do pecado, e se nego a existência do pecado, estou desprezando todo o sacrifício, morte e ressurreição de Nosso senhor Jesus Cristo, que veio exatamente romper com os grilhões que nos faziam escravos do pecado.
a Bíblia nos diz:
“Para isso que o Filho de deus se manifestou: para destruir as obras do diabo.” (1Jo 3,8)
Se não há pecado, porque não existe o seu autor, que é o diabo, para que todo o sacrifício de Jesus na Cruz? Teria sido tudo em vão?
“Mas estava sendo traspassado por causa de nossas rebeldias, estava sendo esmagado por nossos pecados. o castigo que teríamos de pagar caiu sobre ele, com seus ferimentos veio a cura para nós. Como ovelhas estávamos todos perdidos, cada qual ia em frente por seu caminho. Foi então que o senhor fez cair sobre ele o peso dos pecados de todos nós!” (Is 53,5-6)
Jesus veio destruir as obras do Diabo! veio destruir de maneira definitiva o jugo que nos pesava e nos fazia cativos do pecado, e nos deixou o seu Espírito Santo para que, por meio Dele, possamos ir nos santificando em cada escolha que fazemos por Deus!
Então, como acolhemos a salvação que Deus nos trouxe por meio de Jesus Cristo, não podemos negar quem Ele também combateu.
A verdade sobre a existência do demônio está contida na Bíblia desde Gênesis até o apocalipse, portanto, para nós cristãos, não é opcional acreditar na existência do Mal, é um dogma de fé que não podemos descartar!
Não é possível compreender a salvação sem a crença na existência do demônio!

Trecho extraído do livro: LIVRES DE TODO MAL – DESMASCARANDO O INIMIGO

Deus abençoe voce!

Danilo Gesualdo

terça-feira, 24 de julho de 2018

Sementes de Fé - 24/07/2018 - Os pressupostos da fé cristã Deus se revela ao homem

Catecismo da Igreja Católica
Os pressupostos da fé cristã Deus se revela ao homem.
Monsenhor Antônio José de Moraes

Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

São Charbel, obediente à ação do Espírito Santo

São Charbel, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio

O santo de hoje nasceu no norte do Líbano, num povoado chamado Bulga-Kafra, no ano de 1828. Proveniente de uma família cristã e centrada nos valores do Evangelho, muito cedo precisou conviver com a perda de seu pai.

Após discernir o seu chamado à vida religiosa, com 20 anos ingressou num seminário libanês maronita. Durante o Noviciado, trocou seu nome de batismo (José) por Charbel. Mostrou-se um homem fiel às regras, obediente à ação do Espírito Santo e penitente.

Após sua ordenação em 1859, enfrentou muitas dificuldades, dentre elas a perseguição ferrenha aos cristãos com o martírio de muitos jovens religiosos e a destruição de inúmeros mosteiros em sua época. Em meio a tudo isso, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio, à penitência e à uma vida como eremita.

Aos 70 anos, vivendo num ermo dedicado a São Pedro e São Paulo, com saúde bastante fragilizada, discerniu que era chegada a hora de sua partida para a Glória Celeste. Era Véspera de Natal. E no dia 24 de Dezembro, deitado sobre uma tábua, agonizante, entregou sua vida Àquele que concede o prêmio reservado aos que perseveram no caminho de santidade: a vida eterna.

São Charbel, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

A importância do bom humor nos relacionamentos



O bom humor é um dos ingredientes que não podem faltar nos relacionamentos

Sorrir é uma das melhores coisas da vida, e não há dúvidas em relação a isso. Mas a verdade é que nem sempre lembramos de sorrir! Envolvidos pelos problemas e pelas exigências que nos cercam, muitas vezes, passamos o dia tensos, com rugas na testa, sem dar um sorriso sequer, perdendo assim, a oportunidade de proporcionar benefícios à nossa saúde e melhorar a qualidade de nossos relacionamentos. Aliás, quando o assunto é relacionamento, o bom humor é um dos ingredientes que não podem faltar.

A importância do bom humor nos relacionamentos


Pode ser que o casal não tenha dinheiro, casa própria, carro nem tantas outras coisas que muitos defendem como condição para a felicidade, mas se esse casal tem amor e bom humor, ele aprende a aproveitar bem o tempo e é feliz aqui e agora.

Até porque, segundo o cardiologista Dr. Antônio Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo, “um indivíduo bem-humorado sofre menos e é mais feliz, porque produz mais endorfina, um hormônio que relaxa”. E não para por aí. O médico explica também que a endorfina aumenta a tendência de ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado você está, maior é sua disposição e, consequentemente, mais bem-humorado você fica. Bom para você, melhor ainda para quem está ao seu lado, porque o bom humor é contagiante.

Já percebeu que, quando alguém tem a coragem de romper os paradigmas e dar uma boa gargalhada, queremos logo saber qual o motivo e ficamos ansiosos para sorrir juntos? É que sorrir torna a vida mais leve e as relações também. Aliás, a leveza é um dos primeiros impactos positivos que o bom humor proporciona numa relação. Por isso, apresento aqui algumas das inúmeras atitudes práticas que podem colaborar para que o bom humor triunfe entre você e seu amor:

Aproveite as oportunidades
Ninguém tem uma vida “cor-de-rosa” o tempo inteiro, é claro! E isso não seria nem mesmo normal. Risos e lágrimas sempre se entrelaçam enquanto vivemos. Então, quando perceber que o bom humor está lhe estendendo a mão, segure-o com todas as forças e aproveite para curtir a oportunidade com quem você ama.

Deem rizadas juntos, brinquem, contem casos, cantem, dancem e sorriam sem economizar. Tenho certeza que esses momentos serão sempre guardados como os mais importantes da vida a dois. E mais, cada vez que lembrar do que viveram juntos, sentirá vontade de rir novamente, mesmo que esteja sozinho andado pela rua. Às vezes, acontece isso comigo, e é muito bom! Quem nos vê sorrindo, às vezes, ri também e lucramos com isso. Então, fique atento e não perca as oportunidades de sorrir!

Quebre o gelo
Quando o clima está pesado e alguém faz um comentário engraçado, geralmente, consegue tirar o foco do problema e alcançar o grande prêmio, que é melhorar o ambiente e a disposição das pessoas. No relacionamento, isso é muito importante, principalmente quando os dois estão cansados e resolvem ficar tensos e calados. Um imagina o que o outro está vivendo, mas, por uma razão qualquer, acabam silenciando também; então, o silêncio reina, e, neste caso, isso não é bom. Seja você o primeiro a descontrair, pois assim, os dois sairão ganhando e o amor agradecerá. Fazer “tempestade em um copo de água” não é sábio nem resolve o problema. Então, quebre o gelo e torne seu relacionamento muito melhor.

Não brinque com coisas sérias
Ter bom humor não significa ser inconveniente e buscar graça onde não existe. Uma piada ou um comentário, “mesmo que seja engraçado”, fora de hora, pode ferir profundamente a outra pessoa. Para evitar isso, procure compreender como o outro se sente e o que realmente precisa no momento. Às vezes, mais do que sorrir, a pessoa está precisando é de um ombro amigo para chorar, e você ganhará muito se descobrir isso antes de usar, em primeira mão, o bom humor.

Viva cada coisa ao seu tempo
Partilhar os acontecimentos do dia com quem amamos é bom e edifica o relacionamento. Porém, é preciso atenção para não ficar falando o tempo inteiro a respeito de trabalho quando se encontram. A Palavra de Deus ensina que “há um tempo para cada coisa” (Ecle 3); então, é preciso deixar no trabalho os problemas que ele causa e levar para casa a disposição para viver algo bom com o outro que está a sua espera. Essa disposição interior já é o primeiro passo para viverem ótimos momentos juntos.

E são muitas as alternativas que você pode desenvolver para preservar o bom humor no seu relacionamento, e assim encontrar o equilíbrio necessário para viver bem os seus dias. Até porque, segundo pesquisadores, o bom humor reforça também o sentimento de liberdade, e sentir-se livre é o maior desejo do ser humano. Agora, consegui-lo em meio à alegria é um presente que está ao seu alcance. Então, não perca tempo, sorria sempre que possível. Sua saúde e seu amor agradecem!

Dijanira Silva

segunda-feira, 23 de julho de 2018

JMJ Rio 2013 completa 5 anos; bispo comenta principais frutos



“A cada ano, lembrar a Jornada é lembrar o que foi vivido”, diz Dom Joel Portella, que foi coordenador geral do COL da JMJ no Rio


Jéssica Marçal, com colaboração de Júlia BeckDa Redação CN


23 de julho de 2018. Há exatamente cinco anos começava, no Rio de Janeiro, o maior evento da juventude católica mundial: a Jornada Mundial da Juventude. Além da importância do evento em si para os jovens, o Brasil viveu um grande momento ao ser o primeiro país a receber a visita do novo Papa na época –  Papa Francisco – que havia sido eleito em 13 de março daquele ano e tinha o Brasil como destino de sua primeira viagem apostólica.

Foram dias cheios de alegria, evangelização e transformação na vida de tantos jovens que lotaram a Praia de Copacabana, local dos atos centrais da JMJ Rio 2013. Dados oficiais contabilizaram que o público presente à Missa de Envio chegou a 3,7 milhões de pessoas no domingo, 28, último dia do evento.

Passados cinco anos, o que ficou da JMJ? “Com certeza o primeiro fruto foi o aprendizado a mais do trabalho com a juventude e com as pessoas em geral”, afirma o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Joel Portella Amado, que na época foi coordenador geral do Comitê Organizador Local (COL).

Acesse
.: GALERIAS DE FOTOS da JMJ Rio 2013

O segundo fruto concreto elencado por Dom Joel são as vocações sacerdotais: segundo ele, aumentou, na arquidiocese de 2013 pra cá, o número de jovens buscando o sacerdócio. Ele também destacou o valor do voluntariado, do espírito de serviço que apareceu muito forte e ainda hoje se manifesta, além da maior aproximação com a juventude.

Além dos frutos para a juventude de forma geral, Dom Joel se recorda com saudosismo do trabalho conjunto realizado e dos laços de relacionamento criados por ocasião da organização do evento. “Eu lembro com saudade todo o trabalho do COL, todo o relacionamento, toda amizade que foi criada, a capacidade de superar dificuldades e transcender diferentes visões. (…) Construir a Jornada não foi apenas um trabalho concreto, foi também a construção de novas amizades, de relações, tendo, claro, Jesus Cristo como fundamento”, acrescentou Dom Joel.

O bispo mencionou um fato que lhe chama a atenção: domingo à noite, quando o avião do Papa levantou voo. “Ainda no aeroporto, nos olhamos e dissemos: ‘e agora? Acabou a Jornada’. É claro, teve toda a missão evangelizadora, mas o fato de estar junto, de construir uma Jornada com toda dificuldade que pode ter gera laços e ensina a viver o Evangelho”.

O olhar para a juventude na arquidiocese
Também entre os frutos que se pode atribuir à JMJ no Rio de Janeiro está o fato do evento ter animado a arquidiocese no trabalho com os jovens, acrescentou o bispo. Ele reconhece que a juventude tem um outro jeito de ver o mundo que nesses últimos anos foi se construindo a partir de realidades com as quais o modelo tradicional de fazer pastoral não está acostumado.

“A Jornada nos ensinou a lidar, por exemplo, com as diversas faces da juventude, maneiras diferentes de viver o mundo, de viver a fé e nós aprendemos que é necessário ter uma presença plural junto ao mundo plural, ainda mais junto aos jovens”.

Evento comemorativo
Para recordar os cinco anos da JMJ no Rio de Janeiro, a arquidiocese preparou um evento para o dia 28 de julho. Segundo Dom Joel, o evento tem três propostas, em especial, sendo a primeira delas recordar e celebrar a Jornada que aconteceu no Rio.

“Queremos mais uma vez agradecer a Deus pelo dom da Jornada da Juventude. Para nós, ela foi mais que um acontecimento, mais que um trabalho, é um dom, um presente que nós recebemos. Como todo presente de Deus, vem como semente e a gente precisa fazê-la frutificar. A cada ano, lembrar a Jornada é lembrar o que ocorreu, o que foi vivido”.

A segunda proposta é motivar para a Jornada no Panamá. “Explicar como a arquidiocese do Rio está se preparando, a gente está trabalhando desde que foi anunciada [a JMJ no Panamá], já fomos três vezes ao Panamá, temos um contato muito próximo com o COL Panamá e vamos fazer um trabalho de apresentar e motivar”. Já a terceira proposta do evento comemorativo, segundo o bispo, é articular a juventude e estar próximo a ela.

Dom Joel estará na próxima JMJ. Ele já esteve no Panamá com a equipe conhecendo a realidade local e diz que o povo panamenho é muito próximo ao brasileiro, com uma capacidade de acolhimento muito grande. “Eu diria que vai ser uma jornada com um rosto sul-americano muito forte”, finalizou.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/brasil/jmj-rio-2013-completa-5-anos-bispo-comenta-principais-frutos/

domingo, 22 de julho de 2018

Sementes de Fé - 22/07/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes

Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sábado, 21 de julho de 2018

Semente de fé - 21/07/2018 - As Cores Litúrgicas


As Cores Litúrgicas
Monsenhor Antônio José de Moraes

Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Sementes de Fé - 20/07/2018


Papa Francisco:
Monsenhor Antônio José de Moraes

Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Sementes de Fé - 19/07/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes

Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Semente de fé - 18/07/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes

Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Para que serve a infalibilidade da Igreja?

Texto do Padre Paulo Ricardo
O bem-aventurado Cardeal Newman explica em que consiste a infalibilidade da Igreja e faz uma profissão de fé por todos os católicos do mundo.
Na sua plenitude, o poder da infalibilidade da Igreja é tão formidável quanto o mal gigantesco que o fez nascer. Pretende, quando exercido de modo legítimo (porque de outro modo deveria, naturalmente, ficar inerte) conhecer com certeza e nos menores detalhes o sentido exato de todas as partes da mensagem divina que Nosso Senhor confiou aos Apóstolos.

Pretende conhecer seus próprios limites e decidir o que pode ou não pode decidir, de modo absoluto. Pretende, além disso, defender questões que não são diretamente religiosas, pelo menos para determinar se elas implicam alguma relação indireta com a religião e, em certos casos particulares, para julgar de modo absoluto se vão de acordo com a verdade revelada.

Reivindica a autoridade de decidir como mestre, de modo infalível ou não, se tais ou quais afirmações, no seu espírito ou nas suas consequências, são de natureza a prejudicar o depósito da fé e, segundo o caso, de as autorizar, interdizer ou condenar.

O Cardeal Newman, em pintura de John Everett Millais.
Defende para si o direito de impor silêncio em todas as matérias e controvérsias doutrinais, que, em virtude do seu próprio ipse dixit, declara perigosas, inúteis ou inoportunas. Qualquer que seja o modo de ver dos católicos sobre tais atos, proclama que eles os devem aceitar com os sinais de respeito, de submissão e fidelidade que os ingleses, por exemplo, tributam ao rei; sem os criticar, sob pretexto de serem inoportunos no fundo, violentos ou severos na forma.

Reclama, por fim, o direito de infligir castigos espirituais, de cortar os habituais socorros de vida divina e, simplesmente, de excomungar os que recusam submeter-se às suas declarações formais.

Tal é, vista no seu aspecto exterior, revestida e cercada pelos atributos da alta soberania, a infalibilidade que reside na Igreja Católica. Repetindo o que acima afirmei, trata-se de um poder supereminente e prodigioso, enviado à terra para combater e dominar um mal gigantesco.

Agora, após descrevê-lo, professo minha absoluta submissão às suas exigências. Creio no conjunto do dogma revelado como foi ensinado pelos Apóstolos, confiado por eles à Igreja e por ela imposto à minha inteligência. Aceito-o baseado na interpretação infalível da autoridade a quem foi confiado por Deus e (implicitamente) tal qual for interpretado pela mesma autoridade até o fim dos tempos. Submeto-me também às tradições da Igreja universalmente aceitas, que contêm a matéria das novas definições dogmáticas feitas no decurso dos séculos e que em todas as épocas constituem, por assim dizer, o revestimento e a ilustração do dogma católico já definido.

Submeto-me, igualmente, às outras decisões da Santa Sé, quer teológicas, quer não, transmitidas pelos órgãos competentes que, mesmo sem levar em conta a questão da infalibilidade, por títulos mais modestos, exigem o meu assentimento.

Considero ainda que, pouco a pouco, no curso do tempo, as investigações da verdade católica tomaram verdadeira ciência com método e vocabulário próprios, sob a direção intelectual dos grandes espíritos de Santo Atanásio, Santo Agostinho e Santo Tomás. De nenhum modo sinto a tentação de reduzir a frangalhos esta grande herança de pensamento, que nos foi assim transmitida para os dias atuais.

Tal é a profissão de fé que faço ex animo por mim e por todos os católicos do mundo.

A primeira reflexão que virá ao espírito é que a inteligência irriquieta da humanidade comum, todo esforço pessoal e toda ação independente serão reprimidos; se for este o meio de pô-la em ordem, não se manterá na ordem senão para ser destruída. Mas este está longe de ser o resultado real, longe do que é, a meu ver, a intenção da sublime providência que nada mais pretendia do que um grande remédio para um grande mal.

Não é isto, com efeito, o que ressalta historicamente do conflito, no passado, entre a infalibilidade e a razão, nem a perspectiva do que será no futuro. A energia da inteligência humana “cresce na razão direta da oposição”; desenvolve-se com alegria, com um vigor rude e flexível sob os terríveis golpes da arma forjada pela mão divina e nunca se acha tanto na posse de si mesma como quando acaba de ser derrotada.

Costumam pensar os escritores protestantes que há dois grandes princípios que exercem influência na história da religião, a autoridade e o livre exame, sendo-lhes atribuído este último enquanto nós herdamos o primeiro para sermos por ele esmagados. Não é assim; é o mesmo grande corpo católico, somente ele, que pode fornecer o campo aos dois combatentes para esse duelo terrível e sem fim.

Monumento retratando o Papa Pio VII, na Basílica de S. Pedro.
Para a vida mesma da religião, encarnada nas suas grandes obras e na sua história, é necessário que esta guerra continue sem interrupção. Todo exercício da infalibilidade é provocado por uma atividade intensa e multiforme da razão, ora sua aliada, ora sua irredutível adversária. Mesmo terminada a sua tarefa, provoca reações da razão. Como no governo civil o Estado vive e sustenta-se pelo entrechoque dos partidos e das rivalidades, pela alternativa de triunfos e de derrotas, a cristandade oferece-nos aos olhos, não um simples quadro de absolutismo religioso, mas, à semelhança da maré, o espetáculo do fluxo e refluxo da autoridade e do livre exame.

É uma vasta reunião de seres humanos dotados de inteligência rebelde e movidos por paixões selvagens que se fundem em um todo, graças à beleza e a majestade de um poder sobre-humano; reunidos no que se poderia chamar uma grande escola de correção e de aperfeiçoamento; não como em algum hospital revolvendo-se no leito de enfermo, ou sepultados vivos em alguma prisão mas, se me é permitido mudar de metáfora, como em uma oficina moral destinada a fundir, a purificar e a moldar, por um processo contínuo e ruidoso, a matéria bruta da natureza humana, perigosa mas excelente e capaz de realizar os desígnios de Deus.

Diz São Paulo que o poder apostólico não lhe foi dado para a destruição, mas para edificação. É o que melhor define o papel da infalibilidade da Igreja. É um suplemento às necessidades e não vai além. Seu objetivo e sua eficácia não são de enfraquecer a liberdade ou o vigor do pensamento humano nas especulações religiosas, mas de conter e controlar as extravagâncias. Quais as suas grandes realizações no domínio da teologia? Jazem aniquilados o arianismo, o eutiquianismo, o pelagianismo e o maniqueísmo, o luteranismo e o jansenismo. Tal a amplidão do resultado conseguido no passado.

Venhamos agora às garantias que nos oferece para o futuro.

Em primeiro lugar, a infalibilidade não pode sair de um domínio de ideias bem determinado, e, em todas as decisões ou definições (como são chamadas), deve deixar bem claro que não foge a estes limites. As grandes verdades da lei moral, da religião natural e da fé apostólica são ao mesmo tempo seus limites e seus fundamentos. Não os pode ultrapassar e a eles deve sempre referir-se.

A infalibilidade que reside na Igreja é um poder supereminente e prodigioso, enviado à terra para combater e dominar um mal gigantesco.

Seu objeto e os artigos deste objeto lhe são fixados. Deve declarar-se sempre guiada pela Escritura e pela Tradição. Deve submeter-se às verdades que põe em relevo ou, segundo o termo mais corrente, que ela define. No futuro nada me pode ser proposto como fazendo parte da fé senão o que eu já admito; se o não admitia antes, é porque ainda não fizera meu esse aspecto da fé. Nada de natureza diversa e muito menos contrária me pode ser imposto.

A nova verdade promulgada, se é que se pode chamar nova, deve ser, pelo menos, homogênea, análoga e estar de modo implícito na antiga verdade. Deve ser tal, que eu mesmo a possa supor ou desejá-la compreendida na revelação apostólica; enfim, deve ser tal que meus pensamentos concordem com ela ou a ela se incorporem, apenas acabe de ouvi-la.

É possível que, como eu, outros tenham sempre admitido esta verdade novamente promulgada e a única coisa que se decidiu a meu favor foi que, daqui por diante, posso ter a satisfação de saber que sempre considerei verdadeiro somente o que os Apóstolos creram antes de mim.

Referências
John Henry Newman. Apologia pro vita sua, ou História das minhas Opiniões Religiosas (trad. port. de F. Machado da Fonseca). São Paulo: Paulinas, 1963, pp. 323-327.

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/para-que-serve-a-infalibilidade-da-igreja

terça-feira, 17 de julho de 2018

O que é temer a Deus?

Texto do Padre Paulo Ricardo

Deus é temível não só por sua infinita majestade e pelo poder que tem de nos punir, mas porque é um tesouro de infinito valor, que podemos perder para sempre se preferirmos nesta vida a pobreza do pecado.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 10, 24-33)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa chamaram de Beelzebu, quanto mais ao pessoal da casa!

Não tenhais medo deles. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e nada de escondido que não venha a ser conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas são incapazes de matar a alma! Pelo contrário, temei Aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por uma moedinha? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também eu o renegarei diante de meu Pai que está nos céus”.

As perseguições por que não só os Apóstolos como os cristãos de um modo geral têm de passar não devem ser objeto de medo, pois só a Deus devemos temer: “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo”, diz Jesus no Evangelho de hoje, “mas são incapazes de matar a alma! Pelo contrário, temei Aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno”. Cristo aqui nos chama a atenção para um ponto que, infelizmente, tem faltado em muitas pregações: o santo temor de Deus. Prova dessa estranha ausência, que parece não ser mais do que uma forma de encobrir certo desconforto com a ideia de que o Altíssimo é temível, sim, encontra-se em algumas traduções modernas do Magnificat que fazem Maria SS. exclamar: “Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o respeitam”, e não mais “sobre os que o temem”, como até há pouco se traduzia. É claro que o temor de Deus inclui o respeito reverencial, mas não se reduz a isso, pois indica, em primeiro lugar, que Ele é tremendo, infinitamente maior do que o nosso nada: Ele é tudo, contendo em si em grau infinito e eminente todas as perfeições, ao passo que nós não passamos de simples criaturas, “nanicas” em todos os aspectos.

É por isso que se lê no Livro dos Provérbios: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pr 9, 10), já que é absurdo pretender ser sábio e, pior ainda, santo e, ao mesmo tempo, ignorar uma verdade tão palmária, evidente a quem tenha olhos para enxergar no mundo a majestade do Criador. Este santo temor é ainda princípio da sabedoria, não já natural, mas da fé sobrenatural porque, sem ele, torna-se impossível compreender a condescendência com que Deus altíssimo e tremendo fez-se inerme e pequeno em Cristo menino, em cuja carne, tão próxima de nós, habita toda a plenitude da divindade (cf. Col2, 9). Temer a Deus, além disso, supõe reconhecer que os nossos pecados o ofendem e lhe ultrajam a honra, negando-lhe a obediência a que tem direito. Daí que este temor se refira também, embora não principalmente, ao justo castigo que dele podemos receber: de fato, só é verdadeiramente sábio quem sabe que, pecando, destrói a si mesmo e, assim, priva-se voluntariamente do único Bem que nos pode saciar sem medidas.

Que Deus nos conceda, pois, o dom deste santo temor: temor diante da grandeza divina; temor ante o mistério do Verbo encarnado; temor de ofender o Amor; temor de o perder para sempre no inferno; temor de não perder esta vida a fim de lucrar, na outra, a visão cara a cara daquele que criou o firmamento e tem a terra como escabelo de seus pés.


Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/o-que-e-temer-a-deus


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