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sábado, 31 de março de 2018

Sábado Santo - Sementes de fé - 31/03/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sexta-feira, 30 de março de 2018

O único Coração que acreditou

O silêncio e as trevas do Sábado Santo são rompidos pela oração luminosa que brota da única fé que jamais vacilou: a fé do Coração Imaculado e doloroso da Virgem Maria.
O Sábado Santo é um dia alitúrgico. O que celebraremos a partir da tarde de hoje, com efeito, já corresponderá à liturgia da noite pascal, quando o nosso Salvador, saindo glorioso do sepulcro na manhã de domingo, vencer a morte e dar-nos uma nova vida. É um dia em que a Igreja dirige o nosso olhar para a Virgem SS., que presenciou ao longo deste Tríduo, compadecida como ninguém mais, a Paixão dolorosíssima de seu Filho.
Ontem, Jesus ofereceu ao Pai seu sacrifício na cruz. Por essa oblação, prevista de distintas maneiras no Antigo Testamento, a humanidade foi resgatada. Uma das prefigurações e anúncios do sacrifício vicário de Cristo encontra-se, por exemplo, no sacrifício de Isaac (cf. Gn 22). Abraão, nosso pai na fé, subiu o monte Moriá acompanhado de seu filho, a quem gerara na velhice. Isaac, como diz a Escritura, levava aos ombros a lenha do holocausto sobre a qual ele mesmo seria sacrificado; Abraão, de coração aflito, trazia o fogo, símbolo de sua fé, e a faca para a imolação.
Esse episódio, prenúncio e figura do sacrifício vindouro, repetir-se-ia, segundo a tradição, no mesmo lugar. O monte Moriá, com efeito, seria o próprio monte Sião, sobre o qual fora erguida a cidade santa de Jerusalém, que tempos depois mataria sobre o Calvário o seu divino Redentor. No mesmo lugar, cerca de dois mil antes, Abraão subira a mesma montaha que subirá a Virgem SS.: ele, acompanhado de seu filho com a lenha nas costas, para ser provado na fé; ela, seguindo a seu Filho com a cruz nos ombros, levava no Coração a tocha de uma fé perfeitíssima.
Maria, que ouviu do Anjo as seguintes palavras: “O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi” (Lc 1, 32), via ontem o seu Filho entregue aos algozes e pregado a uma cruz. E no entanto a sua fé não vacilou. Ela, iluminada desde sempre pelo Espírito Santo, entrevia a necessidade daquela morte, tão ultrajante como gloriosa, tão dura de contemplar e, ao mesmo tempo, tão cheia de esperança. Maria sabia, sim, que a morte não daria a última palavra, porque o Senhor mesmo tinha dito: “Depois de três dias ressuscitarei”.
Mas como podemos ter certeza de que o Coração Imaculado de nossa Mãe não fraquejo, não esboçou, ainda que de leve, uma certa desconfiança ou descrença? A resposta consta com toda clareza nas páginas do Evangelho. S. Marcos nos relata que, quando passou o sábado, três mulheres — Maria Madalena, a mãe de Tiago e Salomé — saíram às pressas ao sepulcro com o propósito de embalsamar o corpo de Nosso Senhor. São três mulheres fidelíssimas que, segundo o Evangelho (cf. Jo 19, 25), permaneceram firmes junto da cruz de Cristo.
O que chama a atenção é que, entre elas, na manhã de domingo, não estivesse também Maria. Como entender essa ausência? Por que justamente a Mãe do crucificado, após três horas de pé vendo-lhe o suplício, se recusaria a dar-lhe os últimos cuidados, fechando-lhe as feridas e dando-lhe digna sepultura? Que mãe se negaria a ver pela última vez o corpo do filho, de prestar-lhe a última homenagem, de expressar-lhe o último sinal de carinho, de amor, de saudade?
E no entanto Maria não as acompanhou. Maria não foi ao sepulcro porque sabia, pela fé que durante toda a vida alimentara, que o Senhor não estava mais lá. A fé das outras mulheres, essa, sim, sucumbiu; do contrário, teriam crido na promessa de Jesus. Quando Ele deu o último suspiro, apagou-se-lhes do coração o pouco de fé que tinham. Maria Madalena, a mãe de Tiago e Salomé deram, sim, prova de fidelidade; mas, no fim, não conseguiram crer na Ressurreição prometida. O mesmo se diga de S. João, o único sacerdote ordenado que permaneceu, impávido e fiel, diante do Senhor crucificado: também ele, ao receber a notícia de que o corpo de Jesus sumira do sepulcro, saiu correndo a ver se era verdade o que lhe diziam.
Maria, porém, teve fé desde o início. Com a morte de Cristo, a Igreja vê-se reduzida, neste dia de amarga solidão e silêncio, a um só coração, ao único que jamais deixou de crer: ao Coração de Nossa Senhora. Neste Sábado Santo, portanto, somos instados a pedir-lhe um coração semelhante, capaz de crer verdadeiramente na palavra e no amor de Jesus Cristo. E não só isso: dentro do panorama da Paixão, devemos pedir a nossa Mãe bendita um coração que seja também sensível aos padecimentos do Senhor. Maria é Mãe fiel, mas é ainda Virgem dolorosa, compadecida dos sofrimentos suportados pela Vítima santa dos nossos crimes.
O pecado, com efeito, nos endurece a alma, torna-nos indiferentes às dores de Cristo na Cruz. Mas quem o ama, compadece-se de vê-lo padecer. E esse amor só é possível se antes houver fé. Sem isso, a figura do crucificado não representará mais do que um simples crime, de uma injustiça, capaz talvez de gerar alguma comoção, superficial e passageira. Mas não é só isso o que lá está: na cruz, vista sob a luz da fé, está pregado o nosso Amor e Sumo Bem, desprezado, rejeitado, desfigurado, saturado de opróbrios.
Que nossa Mãe e Senhora, Virgem corredentora, ajude-nos a tomar parte em sua compaixão cheia de dor e amor, a fim de podermos oferecer a Cristo uma caridade mais pura e ao Pai, o sacrifício de uma fé firme e sincera. — Ó Mãe Santíssima, aproximamo-nos neste Sábado Santo do vosso materno Coração: dai-nos descobrir, sob o véu de vossas lágrimas, a chama ardentíssima de fé e amor que, acendida em vosso Imaculado Coração, ilumina este dia de silêncio e saudade. Que, fortalecidos na fé por vosso auxílio, mereçamos dar ao vosso Filho todo o amor de que Ele é digno.

Novena à Divina Misericórdia

Reze a novena à Divina Misericórdia

É tradição que a novena seja rezada, principalmente, antes da Festa da Misericórdia, iniciando na Sexta-Feira da Paixão.
“Em cada dia da novena, conduzirás ao meu coração um grupo diferente de almas e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai. Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas.” A Novena é rezada junto com o Terço da Divina Misericórdia.
Novena da Misericórdia

Primeiro dia

Hoje, traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores, e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso, vais consolar-me na amarga tristeza em que me afunda a perda das almas.
Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós Vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa Misericórdia, para que glorifiquemos Sua onipotência por toda a eternidade. Amém.

Segundo dia

Hoje, traze-me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na minha insondável Misericórdia. Elas me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como que por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.
Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no céu.
Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa Misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e, pelos sentimentos do coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da Vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Terceiro dia

Hoje, traze-me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Essas almas consolaram-me na Via-Sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.
Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente todas as graças do tesouro da Vossa Misericórdia, acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o Vosso coração para com o Pai Celestial.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho. Pela Sua dolorosa Paixão, concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas, com toda a multidão dos anjos e santos, glorifiquem a Vossa imensa misericórdia por toda a eternidade. Amém.
novenas

Quarto dia

Hoje, traze-me os pagãos e aqueles que ainda não me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.
Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai, na mansão do Vosso compassivo coração, as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da Vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo coração.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no coração compassivo de Jesus. Atrai-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.

Quinto dia

Hoje, traze-Me as almas dos cristãos separados da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da minha Misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.
Misericordiosíssimo Jesus que sois a própria bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do vosso compassivo coração as almas dos nossos irmãos separados, e atrai-os pela vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da Vossa Misericórdia.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do vosso Filho e para a sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.

Sexto dia

Hoje, traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Essas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; as almas humildes favoreço com a minha confiança.
Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”, aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Essas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas cantem juntamente a glória à Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Sétimo dia

Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Essas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Essas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.
Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Essas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Essas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: “As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória.” Amém.

Oitavo dia

Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas essas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha justiça.
Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à vossa justiça; que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da vossa Misericórdia.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma santíssima, mostreis vossa Misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da vossa Justiça; não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e Misericórdia são incomensuráveis. Amém.

Nono dia

Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Essas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai, afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.
Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.
Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia. Amém.

Por que os católicos não comem carne às sextas-feiras?

Então... vamos fazer uma conversão completa. Fazer o jejum e melhorar em outros aspectos.
Vamos entender as razões. Todo cristão deve praticar a virtude da temperança e frear os seus impulsos. https://padrepauloricardo.org/episodios/por-que-os-catolicos-nao-comem-carne-na-sexta-feira



https://padrepauloricardo.org/episodios/por-que-os-catolicos-nao-comem-carne-na-sexta-feira

Paixão de Cristo

O conhecimento popular do que se passou na Paixão de Cristo está geralmente muito aquém daquilo que realmente aconteceu.
Os relatos históricos e os estudos dos especialistas, porém, não deixam dúvidas: só um amor incomensurável seria capaz de suportar tantos sofrimentos.
Assista o vídeo abaixo:

Sementes de fé - 30/03/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

quinta-feira, 29 de março de 2018

Sementes de fé - 29/03/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

terça-feira, 27 de março de 2018

Sementes de fé - 27/03/2018

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

segunda-feira, 26 de março de 2018

Com coração ainda batendo, criança abortada tem cérebro arrancado para ser vendido nos EUA

Novo vídeo da série de denúncias contra a Planned Parenthood traz o relato de uma ex-funcionária, que descreve a coleta do cérebro intacto de um menino abortado tardiamente e cujo coração ainda estava batendo depois do aborto.

Equipe Christo Nihil Praeponere,  The Center for Medical Progress24 de Agosto de 2015

O sétimo vídeo da série de denúncias contra a Planned Parenthood (PPFA), divulgado na semana passada, é, sem dúvidas, o mais perturbador de toda a série. O vídeo traz o relato surpreendente de uma ex-funcionária ligada à PPFA, que descreve a coleta do cérebro intacto de uma criança do sexo masculino, que tinha sido abortada tardiamente e cujo coração ainda estava batendo depois do aborto.
Trata-se do terceiro episódio do documentário Human Capital["Capital Humano"]. A produção, realizada por The Center for Medical Progress (CMP), reúne entrevistas com especialistas, relatos de testemunhas oculares e gravações de câmeras escondidas para explorar diferentes facetas do tráfico de tecidos de fetos abortados mantido por Planned Parenthood. A série tem focado o testemunho pessoal de Holly O'Donnell, ex-técnica para coleta de sangue e tecidos da empresa Stem Express, uma organização de biotecnologia que, até duas semanas atrás, estava associada a duas grandes afiliadas da PPFA no norte dos Estados Unidos. A companhia trabalha para obter partes de fetos abortados e revendê-los para a realização de experimentos científicos.
O'Donnell narra a coleta de órgãos – ou "ceifa", melhor dizendo – de um feto abortado tardiamente e com todo o corpo praticamente intacto. Tudo aconteceu em uma clínica da PPFA em San José, na Califórnia. "'Ei, você quer ver uma coisa bem legal?'", disse a sua supervisora. "Então, ela tocou o coração e ele começou a bater. E eu, sentada e olhando para aquele feto, com o seu coração batendo, não sabia o que pensar", conta.
A clínica de San José realiza abortos até 20 semanas de gravidez. Em relação às batidas do coração do feto abortado – diz O'Donnell –, "eu não sei se isso constitui uma morte técnica, ou se o bebê ainda está vivo".
O'Donnell também conta como a sua supervisora a instruiu a cortar transversalmente o rosto do feto a fim de colher o seu cérebro. "Ela me deu a tesoura e disse que eu tinha que cortar até embaixo no meio do rosto. Eu não consigo sequer descrever como é isso", ela diz.
O vídeo também contém declarações do dr. Ben Van Handel, diretor executivo daNovogenix Laboratories – companhia de coleta de órgãos de Los Angeles –, e de Perrin Larton, gerente da ABR – a mais antiga companhia de coleta e parceira de várias filiais da PPFA. Van Handel admite que "há vezes, depois que o procedimento é feito, em que o coração realmente ainda está batendo" e Larton descreve ter visto abortos onde "o feto já estava no canal vaginal quando colocamos a paciente nos estribos, e ele simplesmente caía".
David Daleiden, o autor das denúncias feitas por CMP, condena o "absoluto barbarismo da prática do aborto e do comércio de partes de bebês mantido por Planned Parenthood, no qual fetos saem algumas vezes intactos e vivos". "Planned Parenthood é uma organização criminosa de alto a baixo – ele diz – e deve ser imediatamente privada do financiamento dos contribuintes e processada por suas atrocidades contra a humanidade".
Embora o aborto seja liberado nos Estados Unidos desde a fatídica decisão Roe versus Wade, em 1973, as recentes denúncias da venda e manipulação de fetos abortados pela PPFA têm acendido um alarme em várias partes do país. Cinco estados norte-americanos já desfizeram qualquer ligação com a Planned Parenthood. No último fim de semana, um protesto nacional contra a organização foi convocado em mais de 350 cidades do país. Milhares de cidadãos e famílias inteiras se reuniram em frente a clínicas de aborto para dizer "não" ao aborto e ao tráfico de partes de bebês abortados mantido por Planned Parenthood.
Trata-se do importante despertar de uma nação para a crueldade do "holocausto silencioso" que acontece em seu território. De fato, estima-se que, desde a decisão judicial que legalizou o aborto nos EUA, mais de 55 milhões de abortos foram realizados no país. Esse número – absolutamente incomparável a qualquer outro evento da história dos Estados Unidos e absurdamente superior a qualquer genocídio em massa provocado no século XX – mostra com que ódio e violência a sociedade moderna tem tratado os seus membros mais frágeis: tortura, pena capital e lata de lixo. Nunca a vida humana valeu tão pouco.

A “Maria Madalena” de Hollywood

As obras de arte a retratam como uma prostituta arrependida; os polemistas modernos, como esposa de Jesus. Agora é a vez de Hollywood… e as especulações parecem não ter mais fim. Onde se encontra, afinal, a verdadeira Maria Madalena?

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/a-maria-madalena-de-hollywood

Sobre “Maria Madalena”, lançado no Brasil no último dia 15 de março, é importante que você saiba uma coisa importante: não era a intenção nem das roteiristas nem do diretor, Garth Davis, fazer um filme de acordo com os Evangelhos canônicos.

Em entrevista a um site australiano, Davis declarou que, quando recebeu o roteiro, ele descobriu “que não era um filme bíblico, mas sim uma incrível história espiritual dessa mulher extraordinária, cuja história — eu depois entendi — não havia sido realmente contada”. O retrato de Maria Madalena como uma “mulher imoral” teria sido “uma invenção do Papa Gregório, em 591 d. C.”.

Essa mesma alegação consta no final do filme, como um post scriptum, acompanhada de uma informação que os espectadores talvez não conhecessem: recentemente, da mesma Roma onde vivera São Gregório Magno, o Vaticano teria “reabilitado” Maria Madalena, dando-lhe o título de apostola apostolorum (“apóstola dos apóstolos”) e reconhecendo nela uma pessoa “em nada diferente” dos outros Apóstolos.

Antes de qualquer coisa, vamos à verdade dos fatos.

Por desejo expresso do Papa Francisco, a Congregação para o Culto Divino estabeleceu em 2016 que “a celebração de Santa Maria Madalena” fosse “inscrita no Calendário Romano Geral, com o grau de festa em vez do de memória”, como era até então. No mesmo decreto consta o título “apóstola dos apóstolos”, dado a Maria Madalena, mas a expressão está longe de ser uma novidade, como Hollywood quer fazer as pessoas acreditarem; seu autor é Santo Tomás de Aquino, que viveu ainda no século XIII.

A Igreja nunca teve dificuldades em reconhecer a santidade e os méritos de Maria Madalena.

Isso significa que a suposta “reabilitação” de Maria Madalena é muito mais antiga do que se pensa… A começar pelo fato de que dizer simplesmente “Maria Madalena” já está errado. Nós, católicos, lhe chamamos santa, e não é de hoje. “A Igreja, tanto no Ocidente como no Oriente — diz ainda o decreto do Culto Divino —, teve sempre em grande consideração e louvor Santa Maria Madalena, celebrando-a de diversos modos, pois ela foi a primeira testemunha evangelizadora da Ressurreição do Senhor”.

Mais correto seria dizer, portanto, que foi o próprio Senhor quem “reabilitou” Maria Madalena. Quando “andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa-nova do Reino de Deus”, não só os Apóstolos iam com Ele, “como também algumas mulheres”, dentre as quais menciona-se “Maria, chamada Madalena” (Lc 8, 1-2). Ela também esteve aos pés da Cruz (cf. Mt 27, 56; Mc 15, 40; Jo 19, 25) e, o mais importante de tudo, foi a primeira testemunha de Jesus após a Ressurreição (cf. Mt 28, 1-10; Mc 16, 1-11; Lc 24, 1-10; Jo 20, 1-18). Tudo isso é mais do que o suficiente para fazer de Santa Maria Madalena uma figura importantíssima para a nossa fé.

Mas, aparentemente, para os fãs da polêmica e os inimigos da religião — especialmente da católica —, o que consta nos Evangelhos canônicos não basta. Em um passado não muito distante, houve até quem idealizasse um verdadeiro casamento entre Jesus Cristo e Maria Madalena, com filhos e tudo. Garth Davis não chega a esse ponto, mas as imprecisões e os exageros da trama saltam aos olhos.

Em primeiro lugar, a possessão de Santa Maria Madalena antes de seguir a Cristo, confirmada por dois dos Evangelhos canônicos (cf. Lc 8, 2; Mc 16, 9), é totalmente relativizada no filme. A família de Maria teria simplesmente interpretado mal a sua audácia e destemor. Em seu primeiro encontro com a mulher de Magdala, o Jesus interpretado por Joaquin Phoenix diz-lhe que não via demônio nenhum presente nela.

Pode ser falta de fé na existência do demônio, necessidade de “romantizar” a história de Maria Madalena, ou mesmo as duas coisas juntas. O fato é que essa tendência, que não é de agora, de tentar eliminar todas e quaisquer manchas possíveis na vida pregressa de Maria Madalena, passa uma impressão muito errada a respeito do que sejam a conversão e a santidade para a religião cristã.

Veja-se, por exemplo, a tempestade que os exegetas modernos fazem em torno da hipótese de Maria Madalena ter sido uma prostituta. Para negar essa informação — que, embora não conste expressamente nas Escrituras, foi amplamente aceita pela Igreja no Ocidente —, eles chegam a atribuir más intenções aos santos e padres católicos, inventando histórias as mais estapafúrdias.

Mas, controvérsias exegéticas à parte, seria preciso perguntar: que diferença faria ela ter sido prostituta ou não? Por acaso Deus não pode resgatar as pessoas de todos os tipos de pecado? Figuras como um Santo Agostinho ou uma Santa Maria Egipcíaca (esta, sim, tirada da prostituição) deveriam receber menos prestígio e veneração, só porque levaram uma vida de pecados antes de conhecer a Cristo? Ou não é justamente a mudança que se operou em suas vidas o motivo maior de sua glória, como diz o Apóstolo: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20)?

Em segundo lugar, o filme retoma uma falsa dicotomia retirada de um antigo apócrifo gnóstico: haveria uma revelação feita a Maria Madalena e uma outra aos Apóstolos, ou melhor, Jesus teria anunciado o Evangelho a todos eles, mas só a “apóstola dos apóstolos” — que está mais para superapóstola — o teria compreendido verdadeiramente.

Na história de Hollywood, Jesus pede a Maria que “seja suas mãos”, abençoando o povo que o circunda; manda que ela vá com Pedro, só os dois, pregar em outras aldeias; põe-na entre os convivas da Última Ceia, à la Dan Brown; e é ela, por fim, quem, em retribuição, tenta defender Nosso Senhor dos soldados romanos no Horto das Oliveiras — e não Pedro, como diz o Evangelho de São João (Jo 18, 10).

Aqui é chegado o momento de explicar a compreensão correta da expressão “apóstola dos apóstolos”, atribuída a Santa Maria Madalena por ninguém menos que Santo Tomás de Aquino. Para tanto, deixemos que o próprio Doutor Angélico fale. O contexto de seu ensinamento é a passagem em que Jesus manda Maria avisar os Apóstolos de sua ressurreição:

Deve-se reconhecer aqui um tríplice privilégio concedido a Madalena. Em virtude do primeiro, de caráter profético, ela mereceu ver os anjos; o profeta, com efeito, é quem serve de mediador entre os anjos e o povo. Em virtude do segundo, consistente na elevação angélica, ela viu a Cristo, a quem desejam contemplar os anjos. Em virtude do terceiro, que é o ofício apostólico, ela tornou-se apóstola dos Apóstolos, e por causa disso lhe foi confiada a tarefa de anunciar aos discípulos a Ressurreição do Senhor, a fim de que, assim como no princípio a mulher levara ao homem palavras de morte, assim também uma mulher anunciasse agora palavras de vida (Comentário ao Evangelho de São João, c. XX, l. 3, n. 2519).


Note-se, portanto, que a expressão tem todo um contexto, relacionado ao fato de ela ser a primeira testemunha da Ressurreição, o que está muito longe da afirmação, falsamente imputada ao próprio Vaticano, de que Santa Maria Madalena não seria “em nada diferente” dos demais Apóstolos. Isso colocaria em xeque o fato, já confirmado recentemente pelo Papa São João Paulo II e reiterado pelo próprio Francisco, de que Nosso Senhor escolheu apenas homens como Apóstolos, para compor a hierarquia de sua Igreja.

Em que essa escolha de Cristo diminui as mulheres, são os céticos e críticos da Igreja que precisam responder. A Igreja, afinal, nunca teve dificuldades em reconhecer a santidade e os méritos de Santa Maria Madalena, bem como o de inúmeras outras mulheres ao longo de toda a história:

  • Santa Cecília, a primeira em que se observou o fenômeno da incorruptibilidade após a morte;
  • Santa Hildegarda de Bingen, proclamada doutora da Igreja pelo Papa Bento XVI;
  • Santa Catarina de Sena, mãe e mestra em sua época de uma multidão de leigos, religiosos e sacerdotes (chegando a aconselhar em cartas o próprio Papa!);
  • Santa Joana d’Arc, no fim da Idade Média;
  • Santa Teresa de Calcutá, em nossa época, e a lista se prolonga indefinidamente…

A criatura mais perfeita criada por Deus, a propósito, foi uma mulher: seu nome, assim como o da mulher de Magdala, é Maria, e por causa da devoção que lhe temos até de idólatras somos acusados.

Nenhuma dessas mulheres, no entanto, ousou fixar um protesto na porta de uma igreja ou convocar uma marcha questionando o porquê de as mulheres não serem ordenadas sacerdotisas. Porque, no fim das contas, a coisa mais importante dentro da Igreja não é fazer parte da hierarquia, mas, sim, cumprir a vontade de Deus, onde quer que Ele nos chame.

Em que a decisão de Cristo de escolher somente homens como Apóstolos diminui as mulheres, são os céticos e críticos da Igreja que precisam responder.

Além disso, o sacerdócio católico não é uma posição de poder, mas um serviço. Foi o que explicou Nosso Senhor um dia, conversando com seus discípulos: “Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo.” (Mt 20, 25-27)

Estamos dispostos a isso? Santa Maria Madalena, como santa que foi, esteve. E, no fundo, o que mais importa, ao entrarmos em contato com sua biografia, não é tanto saber o que ela fez ou deixou de fazer fora do que está nos Evangelhos canônicos, mas sim o que ela tem a nos ensinar justamente a partir deles. Quem ainda não foi aos cinemas assistir a “Maria Madalena”, portanto, faça melhor: abra a Bíblia e deixe-se instruir pelo que as páginas inspiradas do Evangelho têm a nos transmitir. Hollywood e suas narrativas fantasiosas e recheadas de causas políticas passarão; as palavras de Deus não.


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