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segunda-feira, 25 de março de 2019

A força do silêncio - Livro


A força do silêncio

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Acabei de ler há poucos dias um livro fantástico. Daqueles que, no final, levam uma pessoa a sentir-se diferente, enriquecida, com um novo raio de luz que permite interpretar melhor esta nossa fugaz existência nesta terra.

Chama-se “A força do silêncio” e foi escrito pelo Cardeal Robert Sarah. É um livro que recomendo vivamente. Sobretudo, por um motivo muito concreto: porque sem silêncio não há repouso, nem serenidade, nem vida interior. E o homem atual necessita destas realidades como do pão para a boca.

Como é possível escrever quase trezentas páginas sobre o silêncio?! Ainda por cima, sem ser pesado, com uma escrita amena e aprazível. Penso que isto só se consegue porque as palavras foram meditadas e ponderadas com quietude e sossego. Assim, e por esse motivo, não cansam. Muito pelo contrário: iluminam!

E o objetivo do livro é plenamente alcançado: fazer meditar em que necessitamos muito mais do silêncio do que imaginamos. Sem ele, não conseguimos viver de um modo divino ⸻ e nem sequer humano!

Sem ele, deixamo-nos arrastar pelo barulho que abunda à nossa volta: dentro e fora de nós.

"Se a palavra caracteriza o homem, é o silêncio que o define. Porque a palavra só adquire sentido em função do silêncio."

Para dizer algo que ajude, que seja construtivo para aqueles com quem convivemos, temos de ponderá-lo em silêncio. De outro modo, a palavra em vez de ajudar pode tornar-se pesada. Em vez de curar, pode ferir. Em vez de ser veículo da verdade e da caridade, pode semear a discórdia e a desunião.

A caridade genuína nasce do silêncio. Somente se soubermos amadurecer com o silêncio da vida interior é que teremos palavras eternamente vivas para aqueles que nos rodeiam. Palavras construtivas, que elevam, iluminam e confortam.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria


E se não nos convertermos?

domingo, 24 de março de 2019

Até que ponto você está abandonado nas mãos de Deus?

Sementes de Fé - Evangelho do Dia - 24/03/2019

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Evangelho do dia e homilia 24/03/2019

Anúncio do Evangelho (Lc 13,1-9)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.

4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. 6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’

8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

- Palavra da Salvação
- Glória a vós Senhor

Homilia do dia 24/03/2019
Deixemos a verdadeira conversão acontecer na nossa vida

A conversão passa por rever escolhas, por mudar a nossa mentalidade, por investirmos mais na paciência e no amor
“Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’’ (Lucas 13,7).

O terceiro domingo da Quaresma celebrado hoje é um convite muito forte para a nossa conversão. O nosso caminhar quaresmal não é simplesmente uma preparação na expectativa da Páscoa que vamos celebrar. Toda a Quaresma é um acontecimento pascal, acontecimento de mudança, mas é, sobretudo, uma reflexão do que, de fato, precisamos nos converter.

Jesus diz que se nós não nos convertermos, pereceremos da mesma maneira. O Evangelho nos aponta algumas tragédias que aconteceram. Olhamos as tragédias relatadas no Evangelho e olhamos as tragédias que têm no mundo de hoje e nos perguntamos: “Por que tamanhas tragédias? O que aquelas pessoas fizeram para merecer isso?”. A maioria não fez nada, foram vítimas inocentes, e é trágico. Lamentamos a morte dessas pessoas, mas é preciso dizer que tragédia pior é a de não nos convertermos.

Se não nos convertermos, perderemos a vida, e não é só a vida humana, pois perderemos também a vida eterna, a vida plena. Ainda que humanamente tirados do nosso meio, os que morreram em tragédias, se estavam em Deus, não perderam a vida.

A grande tragédia é o que acontece com essa figueira, relatada no Evangelho, porque havia três anos que ela não produzia frutos. O que se pode esperar do coração de um cristão? Que ele produza frutos do Reino, que produza frutos do Evangelho, frutos de paz, de reconciliação, de amor, misericórdia e tantas outras coisas.

Nossa vida não pode jamais se resumir naquilo que são as coisas negativas da vida humana, porque, muitas vezes, ela está focada nisso e, por vezes, temos muito mais joio do que trigo no nosso celeiro, pois não produzimos frutos, não deixamos a verdadeira conversão acontecer na nossa vida.

A conversão passa por rever escolhas, por mudar a nossa cabeça e mentalidade, por investirmos mais na paciência, no amor, na misericórdia, na tolerância, na forma de encararmos uns aos outros.

Conversão não é simplesmente rezar mais ou fazer algumas práticas penitenciais, essas são importantes, mas apenas se nos conduzirem a produzir frutos de conversão, mudar atitudes, mudar a nossa forma de lidar com as pessoas, com o mundo em que estamos.

Se sou uma pessoa grossa, mal educada, preciso mudar a minha atitude; se sou uma pessoa que têm hábitos que, muitas vezes, não constroem e nem edificam a convivência humana e fraterna, não podemos dizer: “Nasci assim e vou morrer assim”, pelo contrário, é preciso dizer: “Nasci assim e fiquei um pouco mais duro, mas a graça de Deus converte-me, e preciso deixar-me converter por Deus”.

O nosso esforço não é só o de fazer penitência, o nosso esforço é de ter atitudes que mostram a nossa conversão e os frutos aparecerão. Se eles não aparecerem é porque não estamos deixando a graça de Deus nos converter.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo

sábado, 23 de março de 2019

Sementes de Fé - Liturgia da Santa Missa - Oração Eucarística

"A Missa é oração, aliás, é a oração por excelência, a mais elevada, a mais sublime, e ao mesmo tempo a mais "concreta".
Papa Francisco

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sábado, 16 de março de 2019

Sementes de Fé - 16/03/2019 - oração do Ofertório

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Sementes de Fé - 15/03/2019 - Quaresma

"A Quaresma é o outono da vida espiritual, durante o qual colhemos os frutos para todo o ano." São Francisco Sales

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

terça-feira, 12 de março de 2019

Sementes de Fé - 12/03/2019

Catecismo da Igreja Católica - A Igreja na linguagem simbólica



Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

domingo, 10 de março de 2019

Sementes de Fé - 10/03/2019 - Evangelho do Dia

"Quantas vezes vencemos as tentações, tantas vezes somos coroados."
São Bernardo

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Evangelho do dia 10/03/2019 - Homilia

Anúncio do Evangelho (Lc 4,1-13)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. 2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. 3O diabo disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”. 4Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’”.

5O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo 6e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isso foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. 7Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.

8Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”.

9Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ 11E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.

12Jesus, porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”. 13Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.

- Palavra da Salvação
- Glória a vós Senhor

Homilia do dia 10/03/2019
O Espírito Santo nos conduz até o deserto porque ele é necessário

Deus, pelo Seu Espírito, nos conduz ao deserto para nos purificar de tantas coisas que não correspondem à vontade d’Ele em nossa vida
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, Ele era guiado pelo Espírito. Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias” (Lucas 4, 1-2). 

A liturgia de hoje nos coloca em comunhão com a Quaresma de Jesus. Por quarenta dias Ele foi conduzido pelo Espírito ao deserto, e, no deserto, o Espírito o conduzia.

Aqui, é muito importante tomarmos consciência disso, pois o Espírito Santo nos conduz até o deserto porque ele é necessário. O deserto é o lugar do encontro consigo mesmo; é o lugar do esvaziamento; é o lugar onde nos enchemos e nos preenchemos pela graça de Deus. 

Mas quando nos colocamos para ir ao deserto, enfrentaremos tentações. Jesus não tinha o mal dentro de si, era o mal externo que o impelia. Mas, dentro de nós há muitos demônios que não querem sair da nossa vida. Demônio da acomodação, da gula, dos prazeres, do egoísmo, da soberba, da vontade própria. Precisamos ir para o deserto para combater aos demônios que atormentam a nossa vida; para purificar a nossa alma e o nosso coração.

Somos tentados quando queremos expulsar esses demônios de nós, porque eles não querem sair da nossa vida. Porém, se nos deixarmos ser guiados pelo Espírito, no poder da Palavra combateremos as tentações da nossa vida. Neste tempo de graça, somos chamados a não somente deixar de comer e fazer uma penitência, mas também, somos chamados a combater o mal.

Jesus combateu o mal da tentação, do prazer, da gula. O homem de Deus não vive só do que come, dos prazeres desta vida, e sim daquilo que é a Palavra de Deus. Por isso, o sentido primordial para nos encontrarmos com a nossa espiritualidade é o de nos voltarmos inteiramente para a Palavra de Deus. Precisamos deixar que ela guie e direcione a nossa vida.

Jesus, lá no deserto, foi levado pelo demônio para ser tentado pela grande tentação do ter, do poder. Quem de nós não quer ter tudo? Quem de nós não é tentado pelo consumismo, pelo desejo de possuir? Está lá dentro suscitando a cobiça. Precisamos vencer a esse demônio terrível que, muitas vezes, está dentro de nós e quer nos impelir para que vivamos à margem do consumo. A pessoa, hoje, não se mede pelo o que ela é, e sim por aquilo que ela tem. É a tentação dos tempos em que vivemos.

Há outra tentação que é a de desonrar o nome de Deus, ou ainda, tomar o nome d'Ele em vão. O demônio convida a Jesus para se lançar, e assim Deus poderia o socorrer. Colocar Deus à prova, colocar Deus de formas desnecessárias até nas práticas erradas que fazemos e, depois, jogar tudo para cima d’Ele é uma terrível tentação.

É uma tentação terrível elevar a vida em nome de Deus, em tudo colocar Deus, mas as práticas não corresponderem à vontade d’Ele. Por isso, Jesus diz: “Não tentarás o Senhor, Teu Deus”.

Não tentemos colocar Deus onde Ele não está e não tentemos instrumentalizá-Lo para as nossas necessidades, onde jogamos tudo para cima d’Ele. Deus, pelo Seu Espírito, nos conduz ao deserto para nos purificar de tantas coisas que não correspondem à vontade d’Ele em nossa vida.

Deus abençoe você!
                             
Pe. Roger Araújo

sábado, 9 de março de 2019

Sementes de Fé - 09/03/2019

Liturgia da Santa Missa - preparação dos dons.
"Vinde comer do meu pão e beber do vinho que preparei para vós!"
Pr, 9,5

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sexta-feira, 8 de março de 2019

Evangelho do dia 08/03/2019 - Homilia

Evangelho (Mt 9,14-15)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?”

15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.

- Palavra da Salvação
- Glória a vós Senhor

Homilia do dia 08/03/2019
Façamos jejum nos dedicando à graça da oração e da caridade
O jejum tem um significado purificador e renovador
“É porque, ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no Céu. Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica?” (Isaías 58, 4-5).

Faz parte das práticas penitenciais do tempo da Quaresma e da vida de um cristão: a prática do jejum.  Ele é uma excelente mortificação para a alma, para o corpo e para o Espírito. Ele é uma resposta que damos à escravidão dos prazeres que, muitas vezes, vivemos na sociedade; inclusive, o prazer de comer, dos sentidos e assim por diante.

Jejuar é colocar um freio nos nossos apetites que, por vezes, se tornam imoderados; é mesmo uma forma de moderação interior.

Agora, se levarmos o jejum apenas como sacrifício para a fé, ele não terá nenhum valor. O sacrifício pelo sacrifício é apenas um sacrifício. Pessoas que jejuam porque querem emagrecer e estarem bem de saúde é outra coisa. Já, aqui, falamos do jejum em sua dimensão espiritual, como forma de oração e de relação com Deus.

É a dádiva que oferecemos a Deus. Assim como oferecemos a Deus a nossa vida, agora oferecemos a Ele o nosso coração, as nossas inclinações; oferecemos o nosso “apetite” de vida para Deus. Por isso, o jejum deve ser feito não apenas deixando de fazer um refeição, e sim nos oferecendo a Deus.

Jejuar tem um significado purificador e renovador. Veja bem, na Primeira Leitura que ouvimos hoje, Isaías nos diz: “Esse é o jejum que me agrada? Passar um dia se mortificando? Sendo que, neste dia, vocês promovem brigas, litígios, desentendimentos e conflitos”.

O jejum é para nos purificar dos conflitos não resolvidos dentro de nós, e não são poucos. Muitas vezes, não brigamos externamente com o outro, mas dentro de nós temos muitas coisas mal resolvidas uns com os outros. Jejuar é o remédio para nos purificar do nosso orgulho e da nossa soberba. É o remédio para nos colocar na via da humildade; nos ajudar a reconhecer onde precisamos melhorar, rever, onde, de fato, precisamos dialogar e, sobretudo, ouvir.

O jejum é para "frear” o nosso orgulho e nossas imoderações interiores. Então, espiritualmente, tem um valor muito sagrado. Façamos jejum hoje e nos dias da Quaresma (que nos são possíveis) com este espírito, graça: nos dedicarmos à oração para nos purificarmos daquilo que tanto precisamos.

Por outro lado, o jejum é sempre ligado à caridade. Ora, aquilo que deixamos de comer, simplesmente não deixamos por si só, pois precisamos nos lembrar, nos recordar e tomar consciência daqueles que não têm o que comer. Existem pessoas que jejuam todos os dias da vida, mas são incapazes de ajudarem a um pobre, a um faminto. A carne que deixamos de comer hoje, é a carne com qual podemos alimentar quem não a tem quase nenhum dia da vida.

O jejum é para acender, em nós, a lâmpada da caridade que, muitas vezes, está apagada, porque estamos preocupados apenas com as nossas coisas.

Deus abençoe você.

Pe. Roger Araújo

quinta-feira, 7 de março de 2019

Sementes de Fé - 07/03/2019 - A Quaresma


"A Quaresma proporciona a arma prática e eficaz do jejum e da esmola para lutar contra o desmedido apego ao dinheiro" 
São João Paulo II


Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

quarta-feira, 6 de março de 2019

A antiengenharia da Santidade

A estratégia do inimigo de Deus



https://youtu.be/ZN2j4jRZiSk

A Quaresma

Nesse #ENTENDENDO, vamos aprender um pouco sobre a quaresma, que é o tempo litúrgico que a Igreja marca para nos prepararmos para a grande festa da Páscoa!




https://youtu.be/6yoky5huvOI

VIVENDO BEM A QUARESMA


Dicas para viver bem a quaresma.


terça-feira, 5 de março de 2019

Intenção de Oração pelas comunidades cristãs perseguidas

Rede Mundial de Oração do Papa

Intenção de Oração do Papa
Rezemos para que as comunidades cristãs, em particular as que são perseguidas, sintam as proximidade de Cristo e vejam os seus direitos reconhecidos.
Papa Francisco



https://twitter.com/Pontifex_pt/status/1102941837025718272

É pecado quebrar a penitência quaresmal?

fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/e-pecado-quebrar-a-penitencia-quaresmal
Por ocasião da Quaresma, muitos católicos têm o costume de fazer propósitos penitenciais, mas são poucos os que conhecem a natureza e a seriedade destes votos, que são um compromisso assumido livremente diante de Deus. Afinal, é pecado grave descumprir as promessas de Quaresma?

Por ocasião da Quaresma, muitos católicos têm o costume de fazer propósitos penitenciais, que na linguagem canônica recebem o nome de votos. Em sentido técnico, é voto toda promessa deliberada e livre feita a Deus (CDC, cân. 1191), com o fim de o louvar e glorificar de alguma maneira concreta. Enquanto promessa, o voto supõe a vontade de se obrigar a fazer ou omitir algo como, v.gr., rezar o Terço todos os dias ou abster-se de carne às quartas-feiras. Para ter valor, é necessário que a promessa verse sobre um objeto possível e melhor, quer dizer, sobre um bem que possa honrar a Deus e ser-lhe aceito e que o vovente esteja em condições de cumprir. Assim, há quem se obrigue a não tomar refrigerante durante a Quaresma, a rezar alguns minutos a mais por dia, a visitar em peregrinação um santuário mariano etc.

Pois bem, é pecado grave quebrar uma penitência quaresmal, ou seja, um voto privado? Para responder a essa pergunta, é preciso ter em mente que o voto é uma forma de “autolegislação”, isto é, um compromisso assumido diante de Deus cujos termos são determinados pelo próprio vovente. Isso significa que está nas mãos de quem promete escolher a que cláusulas se estará vinculando: se em todos os dias de Quaresma, se apenas às quartas e sextas-feiras; se deixará de beber todo tipo de refrigerante, se apenas o de uma ou outra marca; se rezará dez ou quinze minutos a mais; se irá em peregrinação a pé ou de carro, etc. etc. Por esta mesma razão, o vovente tem a liberdade de se obrigar ou não diante de Deus sob pena de pecado grave, o que na linguagem dos moralistas se chama “obrigação sub gravi”.

Ora, uma vez que o voto, como todos os contratos firmados, deve ser cumprido (cf. CDC, cân. 1191), é evidente que os fiéis não devem ser encorajados a emitir votos sob pena de pecado mortal, sem uma prudente deliberação e a consulta prévia a um diretor espiritual que os aconselhe e possa acompanhar. Quem se obriga diante de Deus sob pena de pecado grave, está assumindo por sua própria vontade o risco de pecar mortalmente ao deixar de cumprir, seja por desleixo ou inconstância, a promessa feita. Por isso, “mais vale não fazer voto”, obrigando-se temerariamente sub gravi, do “que prometer e não ser fiel à promessa” (Ecle 3, 4; cf. Dt 23, 22; Nm 30, 3).

E quem, por leviandade, descuido ou desconhecimento, já “assinou o contrato”, obrigando-se sub gravi? Neste caso, é preciso recorrer ao Ordinário do lugar ou ao próprio pároco, a quem compete a autoridade de dispensar por justa causa dos votos privados aos seus fiéis e aos peregrinos que se encontram nos limites de sua jurisdição (cf. CDC, cân. 1196). Quanto aos que, sem se terem obrigado sub gravi, acabam descumprindo a promessa feita, incorrem eles em pecado venial e, como todos os fiéis, são chamados a pedir a Deus uma vontade firme e constante, que ajudada pela graça se torne capaz de oferecer ao Senhor as pequenas coisas que podem fazer da nossa vida um culto perpétuo à grandeza e à majestade divinas.

Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/e-pecado-quebrar-a-penitencia-quaresmal

Como e quando guardar o jejum e a abstinência?

Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/como-e-quando-guardar-o-jejum-e-a-abstinencia

O quarto preceito da Igreja manda-nos jejuar e abster-nos de carne, segundo as prescrições da lei eclesiástica. Nesta Resposta Católica, Padre Paulo Ricardo explica qual é a disciplina penitencial da Igreja a que, afinal de contas, estão obrigados os fiéis batizados.

Nas aulas de catequese, aprendemos que o quarto preceito da Igreja reza assim: “Guardar abstinência e jejuar nos dias determinados pela Igreja”. Por sua vez, o Catecismo explica, no n. 2040, que o sentido desse mandamento é assegurar “os dias de ascese e de penitência que nos preparam para as festas litúrgicas e contribuem para nos fazer adquirir domínio sobre os nossos instintos e a liberdade do coração”.

Mas o que, de modo concreto, nos manda a Santa Madre Igreja neste ponto?

a) O jejum. — O Código de Direito Canônico, no Cânon 1251, estabelece que se devem guardar “a abstinência e o jejum na Quarta-feira de Cinzas”, que dá início à Quaresma, “e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo”, que precede a solenidade do Domingo de Páscoa. São esses os únicos dois dias em que os fiéis estamos obrigados a guardar o jejum. E o que entende a Igreja por jejum?

O jejum eclesiástico que se deve observar, nos dois dias assinalados, consiste em tomar uma única refeição completa até a saciedade (o que não significa empanturrar-se, mas comer o suficiente segundo a própria condição). Além dessa refeição única, que pode ser feita à hora do almoço, do jantar ou mesmo no café-da-manhã, a disciplina tradicional da Igreja reconhece a possibilidade de se tomarem duas outras refeições, ligeiras e bem modestas, ao longo do dia.

Essas refeições complementares têm de equivaler a um pequeno lanche, que sirva apenas para “enganar a fome”. Embora possa ser feito a qualquer hora, é costume, inclusive por razões de conveniência, reservar o primeiro desses lanches para o desjejum da manhã; à hora do jantar, é possível tomar o segundo, como uma comida mais robusta, mas que esteja bem longe de saciar.

Este é o mínimo que a Igreja nos pede. Nada impede que os que, por terem boa saúde ou se sentirem mais generosos, abstenham-se por completo de toda comida ou, à hora das refeições, se alimentem somente de pão e água.

A lei da Igreja, no Cânon 1252, especifica ainda que “ à lei do jejum estão sujeitos todos os maiores de idade”, isto é, a partir dos 18 anos completos, até terem começado os sessenta anos”, isto é, até terem completado os 59 anos. Estão dispensados da observância do jejum, além dos menores de idade e dos maiores de 59 anos, as pessoas que têm alguma dificuldade de saúde ou os que têm como ofício alguma forma de trabalho braçal. “Todavia”, continua o mesmo Cânon, “os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência”.

b) A abstinência. — Quanto à abstinência, à qual estão obrigados todos os que completaram 14 anos, a Igreja prescreve que são dias de penitência todas as sextas-feiras do ano, dias em que, salvo no caso de coincidirem com alguma solenidade, estamos obrigados a abster-nos de carne “ou de outro alimento segundo as determinações da Conferência episcopal” (Cânon 1251) de cada país: “A Conferência episcopal pode determinar mais pormenorizadamente a observância do jejum e da abstinência, e bem assim substituir outras

formas de penitência, sobretudo obras de caridade e exercícios de piedade, no todo ou em parte, pela abstinência ou jejum” (Cânon 1253).

Quaresma, tempo de vencer as tentações e o diabo

A Quaresma é um tempo privilegiado para voltarmos ao Senhor, unindo novamente tudo o que o tentador separou

Antigamente, a Quaresma era o período durante o qual – por meio da penitência e da provação – os catecúmenos* se preparavam para receber o batismo na noite de Páscoa. A Liturgia sempre coloca Jesus no Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma vencendo as tentações do demônio (cf. Mt 4,1-11). O Nosso Senhor e Mestre não só vence como também nos dá as dicas para vencermos o nosso inimigo e as tentações pequenas e grandes que enfrentamos todos os dias.
O objetivo desta reflexão de hoje será avaliar a nossa defesa e aumentar as nossas resistências diante das tentações e celebrar a vitória com o Senhor Jesus.
Quaresma, tempo de vencer as tentações e o diabo
Foto ilustrativa: Andréia Britta/cancaonova.com
O Senhor derrotou o maligno por meio da docilidade ao Espírito Santo, pois, "no deserto, Ele era guiado pelo Espírito". Da Palavra: "A Escritura diz: 'Não só de pão vive o homem'". Da Oração: "Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus". Do Jejum: "Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome". Pela Adoração: "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás". Exercendo Sua autoridade, que vinha de uma vida coerente e santa. Isso fica bem claro na leitura deste Evangelho.
De maneira semelhante, como o antigo povo de Israel partiu durante 40 anos pelo deserto para ingressar na Terra Prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante 40 dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste nem depressivo. Trata-se de um período especial de purificação e renovação da vida cristã, para que possamos participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.
Jesus Cristo, ao dar início à caminhada do novo povo de Deus, dirige-se ao deserto como lugar de encontro com o Pai, lugar de recolhimento, onde Ele se revela, onde escuta Sua Palavra. Diferente do antigo povo da Aliança, que sucumbe à tentação, revolta-se, tem saudade "das cebolas do Egito", onde eles tinham o que comer, mas eram escravos, o Senhor vence a tentação, vence o demônio pela oração, pelo jejum, pela Palavra e obediência ao Pai.

Tempo de intensificar seu caminho de conversão

A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Esse caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao "homem velho" que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nosso coração, afastar-nos de tudo aquilo que nos separa do plano de Deus, e, por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.
No pórtico da Quaresma, encontramos Jesus tentado pelo diabo. A Bíblia tem vários nomes para esse personagem, mas em todos subjaz a mesma incumbência da sua missão: o que separa, o que arranca; diabo, dia-bolus: o que divide. O demônio – no meio do mundo que o ignora e o torna frívolo – está mais presente do que nunca: nos medos, nos dramas, nas mentiras e nos vazios do homem pós-moderno, aparentemente descontraído, brincalhão e divertido.
Com Jesus, como com todos nós, o diabo procurará fazer uma única tentação, ainda que com diversos matizes: romper a comunhão com Deus Pai. Para este fim, todos os meios serão aptos, desde citar a própria Bíblia até fantasiar-se de anjo da luz. As três tentações de Jesus são um exemplo muito atual: da sua fome, converta as pedras em pão; das suas aspirações, torne-se dono de tudo; da sua condição de filho de Deus, coloque a sua proteção à prova. Em outras palavras: o dia-bolus buscará conduzir o Senhor por um caminho no qual Deus ou é tido como banal e supérfluo ou como inútil e nocivo.
Prescindir de Deus, porque reduzimos nossas necessidades a um pão que nós mesmos podemos fabricar, como se fosse nossa própria mágica (1ª tentação). Prescindir de Deus modificando Seu plano sobre nós, incluindo aspirações de domínio que não têm a ver com a missão que Ele confiou a nós (2ª tentação). Prescindir de Deus banalizando Sua providência, fazendo dela um capricho ou uma diversão (3ª tentação).
Isso se torna atual se formos traduzindo, com nomes e cores, quais são as tentações reais (!) que nos separam – cada um de nós e todos juntos – de Deus e, portanto, dos outros também. A tentação do "deus-ter" (em todas as suas manifestações de preocupação pelo dinheiro, pela acumulação de bens, pelas "devoções" a loterias e jogos, pelo consumismo). A tentação do "deus-poder" (com todo o leque de pretensões de ascensão, que confundem o serviço aos demais com o servir-se dos demais, para os próprios interesses e controles). A tentação do "deus-prazer" (com tantas, tão infelizes e, sobretudo, tão desumanizadoras formas de praticar o hedonismo, tentando censurar inutilmente nossa limitação e finitude).
Quem duvida de que existem mil diabos, que nos encantam e seduzem a partir da chantagem das suas condições e, apresentando-nos tudo como fácil e atrativo, e que nos separam de Deus, dos demais e de nós mesmos?
Jesus venceu o diabo! A Quaresma é um tempo privilegiado para voltarmos ao Senhor, unindo novamente tudo o que o tentador separou. Jejuando 40 dias no deserto, Cristo consagrou a abstinência quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva. (Prefácio do 1° Domingo da Quaresma).
Oremos: Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda Palavra que sai de vossa boca para vencer ao pecado, a nós mesmos e ao diabo. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Minha bênção fraterna.

Padre Luizinho

Padre Luizinho, natural de Feira de Santana (BA), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 22 de dezembro de 2000, cujo lema sacerdotal é "Tudo posso naquele que me dá força". Twitter: http://@peluizinho

Sementes de Fé - Creio na Igreja Católica



Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Ato de Desagravo e Reparação Pública Para os dias de Carnaval e de pecados públicos

Ato de Desagravo e Reparação Pública

Para os dias de Carnaval e de pecados públicos


Ó Coração dulcíssimo de Jesus!... Coração Hóstia! Coração... vítima!... para quem os homens ingratos só tem esquecimento, indiferença e desprezo!... Permiti que vossos filhos devotos venham neste dia de salvação e de perdão pedir misericórdia a vossos pés e dar-vos reparação pública pelas traições, atentados e sacrilégios de que sois vítima adorável em vosso Sacramento de amor!

Ah! Pecadores também, apenas ousamos apresentar-nos!... Cada um de nós teme, e não se sente com ânimo para elevar a voz em favor de seus irmãos!... Entretanto, ó Jesus, confiando na infinita bondade do vosso Coração e prostrando-nos humildemente, perante vossa Majestade ultrajada pelos crimes que inundam a terra, ousamos dizer-vos: Senhor, não castigueis!... não castigueis!... ou pelo menos não castigueis ainda!... O vosso indulgente amor perdoará a nossa temeridade!

Ó Coração de Jesus! Coração tão generoso e tão terno, Coração tão amante e tão doce!... perdão primeiramente para nós... perdão para os pobres pecadores! Aceitai o nosso desagravo, a nossa reparação pública pelas blasfêmias, com que a terra tremendo ressoa! Perdão para os blasfemadores!

Reparação pública pelas profanações dos vossos sacramentos e do santo dia que vos é consagrado... Graça e perdão para os profanadores!

Reparação pública pelas irreverências e imodéstias cometidas no lugar santo... Graça e perdão para os sacrílegos!

Reparação pública pela indiferença que de vós aparta tantos cristãos... Graça e perdão para os ingratos!

Reparação pública por todos os crimes... Ainda uma vez, meu Deus! Graça e perdão para todos os homens!

Favorecei-nos, Senhor, em consideração do Coração adorável de vosso Divino Filho, que vela em todos os santuários, Vítima permanente por nossos pecados!

Seja ouvido em nosso favor o seu Sangue preciosíssimo!... Cessem as ofensas!... Estabeleça-se o vosso divino amor! Reine, triunfe nos corações de todos os homens, para que todos os homens reinem um dia convosco no céu! Assim seja.





(extraído do Devocionário do Sagrado Coração de Jesus)

Evangelho do dia 05/03/2019 - homilia

Evangelho (Mc 10,28-31)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 28começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. 29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. 31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

- Palavra da Salvação
- Glória a vós Senhor

Homilia do dia 05/03/2019
Quem tiver deixado a tudo, por causa de Jesus, receberá cem vezes mais
Retire-se para encher da graça e, cem vezes mais, Deus te dará a graça para cuidar daquilo que é o seu dever
“Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de Mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida” (Marcos 10, 29-30).

Talvez tenhamos ouvido esse Evangelho sempre no tom da radicalidade, de quem deixa tudo por causa de Jesus e do Seu Evangelho. Quem deixa sua vida para seguir uma vida consagrada, uma vida toda entregue a Deus, e segue a Ele, é óbvio que será muito mais livre e disponível.

Como louvo a Deus pela minha vocação, escolha; por ter deixado, ainda na adolescência, meus sonhos e ideais, a minha casa, a minha mãe, meus irmãos. E Deus me deu cem vezes mais: os irmãos, os filhos; a graça dos pais e das mães, de tantas pessoas que me assumiram e me adotaram. E, desse modo, cada um que vive a sua entrega a Deus, poderá experimentar essa graça. 

Mas, aqui, há uma dimensão que todos precisam viver em sua vida, a dimensão da entrega, da renúncia. Dimensão essa que precisamos aplicar até no contexto da vida familiar. Pois, só assumo integralmente aquilo que sou capaz de entregar. Você só poderá ser um bom marido, uma boa esposa; um bom pai, uma boa mãe para os seus filhos, se for capaz de entregar os seus filhos aos cuidados de Deus.

Mas, cuidado! Entenda bem essa reflexão. Pois, entregar não quer dizer que tenha de abandonar, porque a responsabilidade é sempre sua. Nenhum pai, nenhuma mãe, nenhuma pessoa ajuizada pode deixar as suas responsabilidades por nenhuma obrigação de Igreja, e jamais use isso como justificativa.  Apenas é necessário saber significar as coisas.

Ter o tempo que é de Deus e ser d'Ele neste tempo. Ter momentos em que você, mãe, após colocar seus filhos para dormirem; se dedica a ser toda de Deus; e o homem. também, todo de Deus. Porque esse tempo que você deixa para Deus, é o tempo necessário para se reabastecer, para ser cem vezes mais capaz de amar seus filhos, sua esposa (o). Para ser, cem vezes mais, capaz de dedicar-se para o outro, que é a sua primeira responsabilidade.

Mas, não nos esqueçamos de que precisamos, muitas vezes, deixar para poder assumir; deixar para nos abastecer. Precisamos nos afastar para estarmos mais próximos; precisamos da graça da dinâmica evangélica para sermos melhores naquilo que precisamos realizar.

Não é fuga. Não é abandonarmos as nossas responsabilidades, e sim assumi-la cem vezes melhor, com a graça de Deus. Tem mãe que não está dando mais conta de cuidar dos filhos; tem esposa não dando conta do casamento. Têm pessoas que não têm dado mais conta de cuidar nem dos próprios pais. Então, abasteça-se! Retire-se para encher da graça e, cem vezes mais, Deus te dará a graça para cuidar daquilo que é o seu dever, suas obrigações e responsabilidades.

Que cem vezes mais, Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo

segunda-feira, 4 de março de 2019

Evangelho do dia - 04/03/2019 - homilia

Evangelho (Mc 10,17-27)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”

18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!”

20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”

22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”

24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”

26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

- Palavra da Salvação
- Glória a vós Senhor

Homilia do dia 04/03/2019
Jesus nos pede para regressarmos do mal caminho
“Volta! Regressa do mal caminho"
“Aos arrependidos Deus concede o caminho de regresso, e conforta aqueles que perderam a esperança, e lhes dá a alegria da verdade. Volta ao Senhor e deixa os teus pecados, suplica em sua presença e diminui as tuas ofensas” (Eclesiástico 17, 20-22).

A Palavra de Deus jogada, hoje, em nosso coração, é uma advertência de Deus a nós. Não deixemos crescer as ofensas entre nós, e as ofensas que são dirigidas a Deus com os nossos pecados, nossa rebeldia, nosso coração inconstante, insensato e, muitas vezes, insensível à graça de Deus.

Volta! Arrepende-te dos teus pecados, dos teus crimes, dos males que tens praticado na tua vida. Volta! Porque o Senhor, nosso Deus, tem o coração benigno. Ele quer nos ajudar a traçar um caminho de regresso, de volta. Porque, quando um caminho de pecado se abre em nossa vida, começamos a percorrê-lo devagar e, muitas vezes, ele torna-se sem volta. Pois andamos muito para a frente e perdemos a dimensão da graça.

Então vamos indo, achando que não é nada, que é algo muito simples. “Não estou fazendo nada demais, sou um ser humano, tenho as minhas fragilidades" e, desse modo, entrego-me ao caminho de pecado, o percorrendo. E, quando não mais me percebo, perco sensatez da graça. Não sou capaz de reconhecer o que é certo e o que é errado, porque comecei a enveredar-me no caminho errado.

Não pense que uma mentira é, simplesmente, uma mentira. Pois, se começo a me enveredar pelo caminho da mentira, deixando o meu coração e acostumando-me a contar mentira, vivendo a via da mentira, então, será difícil regressar.

Por isso, no ponto em que estiver, na situação em que se encontra, mesmo se enveredou-se em algum caminho de pecado, regresse agora. Se deixou sua alma ser tomada pelos maus sentimentos, por algum sentimento pernicioso; se deixou envolver-se por algum sentimento de infidelidade, de adultério, de fazer mal ao outro, retome desse caminho agora. Porque, se prosseguir nele, você se afundará e não perceberá o buraco que está entrando.

O pecado é assim: no início parece algo muito simples, comum; depois nos puxa, nos retém, até nos prender e nos manter reféns dele, cativos a ele. Por isso, o Senhor nos chama agora. Ele está clamando: “Volta! Regressa do mal caminho. Eu tenho o perdão e a misericórdia para oferecer ao teu coração".

Deus abençoe você!                                           

Pe. Roger Araújo

domingo, 3 de março de 2019

Papa no Angelus: antes de condenar os outros, olhar para dentro de si mesmo

Com a pergunta: “Pode um cego guiar outro cego?”, Jesus sublinha que “um guia não pode ser cego, mas deve ver bem, ou seja, deve ter sabedoria para guiar com sabedoria, caso contrário, corre o risco de prejudicar as pessoas que se confiam a ele”.
“Assim, Jesus chama a atenção daqueles que têm responsabilidades educacionais ou de comando: os pastores de almas, as autoridades públicas, os legisladores, mestres e pais, exortando-os a estar conscientes de seu papel delicado e a discernir sempre a estrada certa na qual conduzir as pessoas.”
“Muitas vezes, todos nós sabemos, é mais fácil ou conveniente ver e condenar os defeitos e os pecados dos outros, sem conseguir ver os próprios com a mesma lucidez. Nós sempre escondemos os nossos defeitos, os escondemos até de nós mesmos. Ao invés, é fácil ver os defeitos dos outros. A tentação é a de ser indulgentes consigo mesmo, clementes consigo mesmo, duros e condenar os outros.”
“Se eu penso que não tenho defeitos, não posso condenar ou corrigir os outros. Todos nós temos defeitos: todos."
“ Devemos estar conscientes disso e antes de condenar os outros, devemos olhar para dentro de nós mesmos. Podemos assim agir de modo crível, com humildade, testemunhando a caridade. ”
“ De fato, quem é bom, do seu coração e sua boca saem o bem e quem é mau põe para fora o mal, praticando o exercício mais deletério entre nós que é a murmuração, a fofoca, falar mal dos outros. ”
Francisco pediu o apoio e a intercessão de Maria para que possamos seguir o Senhor nesse caminho.

Após a oração mariana do Angelus, o Papa saudou os fiéis presentes na Praça São Pedro provenientes de vários países. Agradeceu a todos pela presença e os encorajou “a caminhar com alegria e generosidade, testemunhando em todos os lugares a bondade e a misericórdia do Senhor”. Para mais conteúdo oficial do papa:
https://www.instagram.com/vaticannews

https://www.instagram.com/p/BujXlgODI8d/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=17gr8ssvemr17

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-03/papa-angelus-antes-condenar-outros-olhar-para-dentro-de-si-mesmo.html

Sementes de fé - 03/03/2019

"Tão cegos são os homens, que chegam a gloriar- se dá própria cegueira!" Santo Agostinho

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Evangelho do dia 03/03/2019 - homilia

Anúncio do Evangelho (Lc 6,39-45)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco?

40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre.

41Por que vês o cisco que está no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho?

42Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando não percebes a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.

43Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons.44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas.

45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio”.

- Palavra da Salvação
- Glória a vós Senhor

Homilia do dia 03/03/2019
Nós nos revelamos a partir daquilo que sai da nossa boca
Aquilo que sai da boca da pessoa em seu dia a dia, revela o que está no coração dela
“O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio” (Lucas 6,45).

No Evangelho de hoje, Jesus está dando muito conselhos aos seus discípulos por meio de parábolas. Ilustrando, sobretudo, que um cego não pode guiar outro cego, porque ambos cairiam em um buraco. 

Nós, muitas vezes, estamos cegos porque achamos que sabemos tudo. Então, nos falta aquela humildade necessária para saber que precisamos aprender com Deus aquilo que, de fato, devemos ser. Sendo assim, é essencial cuidar do coração, das coisas que temos dentro dele.

O Evangelho nos explica que o coração é como uma árvore. Uma árvore boa dá bons frutos e, é óbvio que, uma árvore estragada não dá bons frutos. Então, é essencial o cuidado com o nosso coração, para que os bons frutos possam ser colhidos, revelados e saboreados.

"O homem bom só pode tirar coisas boas do bom tesouro que é o seu coração"
A primeira leitura do Livro do Eclesiástico nos mostra que a virtude do homem se revela no seu falar. Não julgue quem é uma pessoa sem antes escutá-la. E, escutar aquilo que sai da boca dela, não é escutar o que ela fala como retórica, e sim o que fala em seu dia a dia. Porque aquilo que sai da boca da pessoa em seu dia a dia, revela o que está no coração dela. 

Ora, uma pessoa que só critica tudo, que vê mal em tudo, é sinal de que muita coisa está mal dentro dela mesma. Uma pessoa que vê tudo sob o olhar do azedume, da amargura, é porque o coração está com muita coisa azeda, amarga. Ora, de uma boca que o tempo todo só sai fofoca, só fala da vida dos outros, é sinal de que a pessoa não cuida da sua própria vida, não tem autocrítica e não se conhece.

Nós nos revelamos a partir daquilo que falamos. E até o nosso silêncio revela aquilo que somos. Então, não é só uma questão de cuidar da língua, porque a boca vai soltar aquilo que temos dentro do coração.

Como é importante cuidar daquilo que está dentro de nós! Muitas vezes, acumulamos ressentimentos, mágoas, rancores. Acumulamos decepções ora aqui, ora acolá; e isso vira dentro nós uma “massa”, um “bolo” perigoso. Às vezes, soltamos “fogo pela boca”, veneno, pimenta, coisas ardidas e negativas porque acumulamos tantas coisas erradas, maldosas, maliciosas e perniciosas dentro do nosso coração.

A Palavra de Deus, no dia de hoje, nos é enviada para ser purificação. Primeiro, da nossa alma e, depois, para nos dar prudência naquilo que escutamos e no que falamos. Nós nos revelamos a partir daquilo que sai da nossa boca.

Deus abençoe você!                                                

Pe. Roger Araújo

sábado, 2 de março de 2019

Sementes de Fé - 02/03/2019 - Liturgia da Santa Missa - Procissão das Ofertas

Liturgia da Santa Missa - Procissão das Ofertas


"Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele (Jesus) não costuma pagar mal a hospedagem se o recebermos bem."
Santa Teresa D'Ávila


Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sexta-feira, 1 de março de 2019

Seitas de A a Z

A seguinte lista é uma síntese das principais seitas que funcionam na América Latina. É importante que os pais com os filhos adolescentes conheçam a origem e as características de alguns grupos totalitários. Não são os únicos. Lembremos que na região funcionam grupos sectários sumamente destrutivos e outros simplesmente que margeiam o mundo do sectário, o que chamamos grupos de risco.

Ananda Marga
Ananda Marga (Caminho da Felicidade Perfeita) é um grupo de origem hindu fundado em 1955 por Prabhat Ranjan Sarkar, conhecido por seus seguidores como Baba (deus). A doutrina está baseada no tantrismo e o yoga. Seu doutrinamento se realiza em sessões de meditação e lições de filosofia hindu.

O grupo se apresenta no Ocidente como espiritual e pacifico, mas sua história na Índia é controversa. Na década de sessenta organiza motins e atentados políticos e em 1970 o governo decide proibi-los e deter a Baba, responsabilizado por vários assassinatos. Em junho de 1975, Indira Gandhi decreta a total expulsão da organização.

Ananda Marga e mas de mil e quinhentos membros são encarcerados. Um ano depois um grupo de seguidores como protesto porque seu líder está preso se suicidam ao bonzo em praças públicas.

Bhagwan Rajneesh (Osho)
Rajneesh Chandra Mohan nasceu na Índia em 1931. Fundou seu primeiro ashram em 1969 teve seu momento de auge até o fim da década de setenta e princípios dos oitenta quando instalou a sede principal nos Estados Unidos. Sua doutrina se baseia no yoga tântrico e foi conhecido como o 'guru do sexo'.

Os adeptos são captados através de cursos terapêuticos ou de meditação e hoje tiveram um ressurgimento através de terapias vinculadas à Nova Era. Nas terapias de grupo são utilizadas técnicas de hipervintilação, música e gritos que levam à ruptura emocional do adepto.

Em 1983, o governo dos Estados Unidos começou a investigar as denúncias de padres e ex-adeptos, detendo-o e expulsando do país. Os fiscais norte-americanos encontraram no ashram, que tinha estabelecido no estado de Oregon, que o guru, apóstolo da paz e do amor, possuía seu próprio exército particular.
Rajneesh faleceu na Índia em 1990.

Igreja da Cienciologia


A Igreja da Cienciologia, também conhecida como Dianética, está considerada pelos investigadores como um dos grupos mais destrutivos do mundo sectário. Seu fundador foi o norte-americano Ronald Hubbard um ex-oficial da marinha e escritor de ficção científica.

Dianética se apresenta como "uma ciência exata do pensamento que funciona sempre, invariavelmente, e não às vezes como as curas pela fé ou as terapias tradicionais. Dianética é a única Rota de Saúde para a humanidade".

Os adeptos são captados quando lhes é oferecido cursos e testes gratuitos. Nas sessões, chamadas 'audições' são ajudados a superar suas falhas espirituais que os levaram ao sofrimento. A maioria dos adeptos termina dependendo psicologicamente do grupo e entregando seu dinheiro.

Este grupo foi denunciado por vários governos europeus e nos Estados Unidos o FBI desmascarou suas atividades.

Escolas do quarto caminho
As escolas do Quarto Caminho, ou agrupamentos de denominação similar, se baseiam nos ensinamentos de um mestre esotérico de origem russa chamado George Gurdjieff e seu discípulo Ouspensky.

Gurdjieff expressa a idéia de que os seres humanos, com raras exceções, vivem em um estado análogo ao do sonho.

Para superar este estado sonolento deve-se despertar acordando-se de si mesmo. Para isso utiliza diversos exercícios (superesforço, training psicológico, movimentos rítmicos, danças rituais, tarefas que o mestre ordena).

Por sua parte Ouspensky expressava que a única saída que o homem tinha era através das Escolas e os ensinamentos do mestre e nessa evolução o discípulo podia se elevar e tomar consciência até chagar a N7 , a escala mais alta para um homem.

Grupos espiritas
A origem deste movimento remonta-se ao lar das irmãs Fox, que em 1848 expressaram que se comunicavam com os espíritos dos mortos. Mas a grande figura que dará transcendência a esta corrente foi Allan Kardec, que publicou importantes livros como O livro dos Espíritos e o Evangelho segundo o Espiritismo.

A doutrina expressa que a pessoa consta de três elementos: o corpo material, a alma ou se imaterial e um cordão que une aos dois e que pode ser visto nas sessões espiritas através dos médiuns.

Grupos gnósticos
Os gnósticos perseguem a libertação da consciência, como o instrumento que nos permite investigar a realidade dos mundos superiores.

Este movimento nasceu no século II de nossa era e produziu o primeiro confronto importante dentro da doutrina cristã. Os gnósticos afirmam que Jesus Cristo ensinou duas doutrinas: uma para o mundo comum e outra para os discípulos. Foram expulsos da Igreja, logo após um encarniçado debate.

O gnosticismo contemporâneo nasce na Colômbia quando Samuel Aun Weor, funda o Movimento Cristão Gnóstico Universal em 1950. Este líder expressava em um de seus livros que: "A Igreja gnóstica é a Igreja invisível de Jesus Cristo. Para ver esta Igreja há que se viajar em corpo astral e somente nosso movimento pode ensinar esse segredo". 

O estudo dentro do gnosticismo dura aproximadamente quatro anos e neles é ensinado filosofia, arte, religião e ciência, tudo deste uma óptica esotérica.

Hare Krishna
O hindu Abhay Charan De, mais conhecido como Bhaktivedanta Swami Prabhupada fundou a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna em 1965. A Doutrina está baseada na filosofia advaita e os preceitos do guru. Sua norma central baseia-se em cantar um mantra: hare krishna, hare krishna, krishna, krishna, hare, hare, hare rama, hare rama, rama, rama, hare, hare, um mínimo de 1728 vezes por dia, e praticar os quatro princípios regulativos (não comer carne, peixe ou ovos; não praticar sexo ilícito; não tomar intoxicantes; e não praticar jogos de azar nem especulação mental, isso é, não raciocinar).

Os adeptos vivem em estruturas fechadas e devem obedecer cegamente ao guru. Após a morte de Prabhupada em 1978 a seita começou a declinar e se caracterizou por rupturas e escândalos produzidos por seus novos líderes. Tanto nos Estados Unidos como na Europa foram denunciados por suas técnicas de reforma de pensamentos e por tráfico de jóias e drogas.

Maçonaria
Sugere que Deus, o Grande Arquiteto, fundou a Franco-maçonaria, e que esta teve por patrões a Adão, os Patriarcas, os reis e filósofos de outrora. Inclusive Jesus Cristo é incluído na lista como Grande Mestre da Igreja Cristã.

Os maçons estão obrigados unicamente à observância da "lei moral" resumida praticamente nos princípios de "honra e honestidade" nos que " todos os homens estão de acordo". Esta "religião universal da Humanidade" que gradualmente elimina as acidentais divisões da humanidade devida a opiniões particulares "ou religiosas" , e aos "preconceitos" nacionais e sociais, deve ser o vínculo de união entre os homens na sociedade Maçônica, concebida como o modelo de associação humana em geral.

Meditação transcendental
O guru Maharishi fundou o grupo em 1958 e segundo seus próprios escritos não é uma religião mas que é uma técnica que serve para melhorar o estilo de vida através de recitar um mantra durante 20 minutos na manhã e posteriormente na tarde.

O momento de maior auge da MT deu-se em meados dos anos sessenta quando o popular grupo britânico "The Beatles" foram fotografados com o guru. Em pouco tempo, eles foram desiludidos de suas charlatanices e mentiras.

Missão da luz divina
O guru Maharaj Ji começou sua fama desde muito pequeno. Aos 13 anos e com apoio de sua família viajou ao Ocidente. Sua doutrina ensina a reencarnação e a prática de três exercícios para aproximar-se ao conhecimento do divino: a visão da luz divina, a escuta da música celestial, e a degustação do néctar divino.

O grupo que teve seu auge nos anos setenta começa a declinar em meados dos oitenta quando seu líder se casa com uma loura aeromoça e frente a oposição de sua mãe, este a expulsa do grupo. É famoso por viver na opulência e a grande quantidade e Rolls Royce que possui.

Igreja Universal do Reino de Deus
A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada por Edir Macedo no Brasil em 1977.
Antes de autoproclamar-se "bispo" Macedo trabalhou como caixeiro da loteria do estado do Rio de Janeiro. A igreja universal é similar a outros evangélicos pentecostais. Por exemplo acreditam na deidade de Jesus Cristo, a Trindade, a ressurreição corporal de Jesus Cristo e a salvação pela graça através da fé.

A doutrina central do "bispo" Macedo é a luta contra os demônios e a teologia da prosperidade. A Igreja Universal pratica a libertação de demônios nos fiéis. Em todos os seus templos se ora pela libertação de espíritos.

Mormons
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias, mais conhecidos como mormons, foi criada em 1823 por Joseph Smith nos Estados Unidos. Segundo Smith, um dia lhe apareceu um anjo chamado Moroni que lhe revelou a verdadeira história de Deus. O livro do Mormon resume sua principal doutrina, a qual é bastante confusa. 
Desde um princípio os mormons tiveram problemas com a sociedade por aceita a poligamia e considerar a raça negra como inferior. 

Para evitar as perseguições trasladaram-se a um deserto na zona oeste dos Estados Unidos, o que hoje se conhece como o estado de Utah. 

Durante os anos setenta foram acusados de trabalhar para a CIA em todo o mundo e de ter participado na derrocada de Salvador Allende no Chile e do general Torrijas no Panamá.

Meninos de Deus
Os Meninos de Deus nascem em 1969 nos Estado Unidos. Seu fundador foi um pastor evangélico chamado David Berg. A doutrina do grupo baseia-se na Bíblia e a particular interpretação de seu líder, também conhecido como Moisés David ou Padre Mo. Odeiam o sistema, são apocalípticos e dão grande importância ao sexo, como presente de Deus.

Em 1972 começaram a ter problemas com a justiça norte-americana e posteriormente tiveram que passar à clandestinidade na maioria dos países ocidentais pelas denúncias de corrupção de menores e de prostituição.

Nova Era
As idéias e os objetivos da Nova Era recolhem elementos das religiões orientais, o espiritismo, as terapias alternativas, a psicologia trans-pessoal, a ecologia profunda, a astrologia, o gnosticismo e outras correntes. Os mistura e os comercializa de mil formas, proclamando o início de uma nova época para a humanidade.

Mas, no fundo, não parece ser mais que outra tentativa inútil do homem de se salvar fazendo promessas que não pode cumprir e atribuindo-se poderes que não possui.

Sai Baba
Sai Baba nasceu em Puttaparthi, um pequeno povoado da Índia, em 1920.
A história oficial relata que aos 13 anos anunciou que "não era humano, era a reencarnação de um santo maometano, chamado Sai Baba de Shirdi". 

O crescimento deste grupo deve-se em parte à linguagem light, não agressiva como outros grupos hindus. Sai Baba diz: "Todas as religiões são minhas. Vocês não têm necessidade de mudar de uma religião à outra, sigam adiante com seus próprios modos e suas práticas de adoração e quando assim o fizerem se aproximarão mais e mais a mim. A religião de Sai Baba é a essência de toda fé e toda religião, incluindo aquelas como o islamismo , o cristianismo e o judaísmo".

Seitas satânicas
São poucos autores que dão uma definição de seita satânica, principalmente porque tais grupos apresentam uma diversidade de estilos.
Quiçá a definição mais exata seja que a seita satânica é um grupo minoritário de pessoas reunidas premeditadamente com o objetivos de adorar o demônio, como um ser com poderes sobrenaturais capazes de intervir no mundo.
Seus integrantes costumam ser principalmente pessoas com transtornos psicológicos e uma profunda rejeição à todas as instituições sociais estabelecidas: família, igreja, estado, etc.

Seitas ufonistas
Nos últimos anos um fato novo ronda o mundo sectário. A aparição de dezenas de grupos, alguns muito pequenos e outros claramente organizados, que a partir do fenômeno ufológico se estruturaram como seitas. Estes grupos em maior ou menor medida, afirmam que Jesus é um extraterrestre que vive confortavelmente em uma nave espacial, orbitando pela terra. 

Entre outros grupos de maior atividade encontramos a Fundação Cosmobiofísica de Investigadores (FICI) de Pedro Romaniuk; o grupo alfa de Francisco Checchi, a Fundação para o Encontro Cósmico (FUPEC) que é presidida por Dante Franch; o comando Ashtar, fraternidade Cósmica que seguem ao italiano Eugênio Siragusa e Missão Rama do peruano Sixto Paz Wells.
Siloismo
Seu fundador é o argentino Mário Rodrigues Cobo, mais conhecido como Silo. O grupo começa a funcionar nos anos sessenta e através de sua história foi mudando de nome: Poder Jovem, A Comunidade, Partido Humanista, Partido Verde e desde 1988 como O Movimento.

A base teórica do siloismo consiste em praticar várias técnicas de autolibertação que levam a 'reconciliar o passado, presente e futuro' de cada pessoa. O adepto deverá realizar 'experiências guiadas' com um instrutor que consiste em exercícios de meditação que lhe permite reconciliar-se com o passado. Outra das experiências de meditação é encontrar-se com o 'guia interno' que deve ser construído e encontrado pelo próprio adepto.

O 'guia' deve ter três requisitos: "sabedoria, bondade e força"; não é um ser 'físico' e sua presença 'só é sentida' e para ser invocado deve ser chamado com uma 'grande força emotiva'.

O siloismo expandiu-se por vários países latino americanos e europeus.

Testemunhas de Jeová
Charles Russell funda o grupo em 1872, ao romper com a Igreja Adventista. No princípio chamavam-se A Torre de Vigia e posteriormente Aurora do Milênio, adotando em 1931 o nome de Testemunhas de Jeová.

A doutrina dos Testemunhas é apocalíptica; anunciaram o fim d mundo em 1914, 1925, 1976 e 1984. Não acreditam na divindade de Jesus e rejeitam a imortalidade da alma. Desde seu nascimento tiveram problemas em diversos países por negarem-se a aceitar deveres cívicos e sociais, assim como em não aceitarem as transfusões de sangue.

Mantêm-se isolados da sociedade e para isso possuem uma extensa lista de proibições para os adeptos.

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