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domingo, 9 de dezembro de 2018

Sementes de Fé - 09/12/2018


"Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas."(Lucas 3, 1-6)
"Converter-se significa mudar de direção no caminho da vida: não com um pequeno ajsutamento, mas com uma verdadeira inversão de marcha."
Papa Emérito Bento XVI

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sábado, 8 de dezembro de 2018

Sementes de Fé - 08/12/2018 - Santa Missa a primeira leitura


Desconhecer a Sagrada Escritura ė ignorar o próprio Cristo.
São Jerônimo

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Libertação: Precisamos nos confessar! Uma revisão de vida!

A Confissão se torna caminho obrigatório por onde devemos caminhar quando o assunto é a nossa Cura e nossa Libertação…

O Exorcismo só retira o demônio do corpo, a confissão retira o Mal de nosso espírito.” (Padre José Fortea)
Libertação: Precisamos nos confessar! Uma revisão de vida!
Do Blog Livres de Todo Mal - Canção Nova

Já escrevi em um outro artigo que nomeei como: “O Exorcismo, a Oração e o Mal” um texto um pouco mais completo sobre a importância da Confissão em nosso caminho de Cura e Libertação.
Sempre gosto de me lembrar dessa frase de Padre José Fortea, pois nela contém uma sabedoria e verdade que são libertadoras, novamente destaco:
O Exorcismo só retira o demônio do corpo, a confissão retira o Mal de nosso espírito.” (Padre José Fortea)
A Confissão tem o poder de romper todo e qualquer laço com o Demônio, uma vez que realmente arrependidos buscamos o sacramento.
Por isso coloco abaixo um bom método para uma revisão de vida, que podemos fazer antes de nos confessarmos.
O próprio Catecismo da Igreja Católica chama a Confissão de Sacramento de Cura, e é dessa forma que devemos vive – lo:
CIC 1421: “O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos.
Assim, um pouco mais conscientes da realidade do Sacramento da Confissão, vamos ao nosso Exame de consciência.
Você pode anotar os seus pecados num papel, e no momento da sua confissão expor os mesmos ao Sacerdote.
Para fazer uma boa confissão, ocorre:
1. Fazer bem o exame de consciência.
2. Estar sinceramente arrependido dos pecados cometidos que tanto ofenderam a Deus.
3. Ter o firme propósito de não mais pecar.
4. Confessar os próprios pecados junto do confessor dizendo-os com toda a sinceridade, clareza e brevidade.
5. Reparar o mal que se fez cumprindo a penitência o que o confessor indicar.
Uma confissão não tem valor se:
1. Se omite voluntariamente algum pecado grave e o número de vezes que se cometeu.
2. Se não se estiver arrependido do pecado cometido.
3. Se não existir o propósito de emenda de vida.
4. Se não se quiser cumprir a penitência imposta.
Exame de Consciência – Oração Inicial
Querido Espírito Santo, vinde sobre mim e iluminai-me com
a Vossa luz para poder reconhecer os meus pecados que são
a causa da morte na cruz de Jesus Cristo a quem tanto amo.
Ajudai-me também a arrepender-me sinceramente e dai-me
força para não os cometer nunca mais. Ámen.
Exame inicial
Há quanto tempo não me confesso? Escondi, conscientemente, algum pecado grave em alguma confissão precedente? Confessei, o melhor que me lembro, o número de vezes que cometi cada pecado grave? Confessei com clareza os pecados que cometi ou fui demasiado genérico? Fiz a penitência que me foi imposta? Reparei os danos que causei ao próximo? Comunguei em pecado mortal? Respeitei o jejum eucarístico de uma hora antes da comunhão? Estou verdadeiramente arrependido dos meus pecados e luto para não pecar mais?
1º Mandamento: Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.
Duvidei voluntariamente da existência de Deus Pai, Filho e Espírito Santo? Acreditei apenas num ser supremo? Revoltei-me contra Deus nos meus sofrimentos? Desespero? Duvido da bondade e do poder de Deus? Tive ódio de Deus? Esperei a vida eterna sem abandonar o pecado? Esperei a vida eterna confiando apenas no meu esforço? Cometi pecados no intuito de confessá-los mais tarde? Tenho posto em dúvida ou negado, deliberadamente, alguma verdade revelada por Deus e ensinada pela Igreja? Tenho rezado diariamente com atenção e devoção? Rezo e frequento os sacramentos de má vontade? Leio e medito na Palavra de Deus? Procuro esclarecer e formar-me na fé com a ajuda do Catecismo da Igreja Católica? Defendi que nos podemos confessar diretamente a Deus, ou que o “casamento” civil entre batizados é aceitável em algumas situações, ou ainda que todas as religiões são iguais? Li algum livro, revista, jornal, ouvi alguma música, vi algum programa ou espectáculo contra Deus, contra a Igreja ou os bons costumes? Recebi indignamente algum sacramento? Faltei ao respeito com as coisas santas, por exemplo, conversando ou brincando dentro da igreja, vindo indecentemente vestido para a igreja, ou omitindo a genuflexão sempre que passo diante de Jesus Sacramentado? Coloquei a minha vontade, as minhas ideias, o dinheiro, o trabalho, os divertimentos, o prazer, a fama, o poder ou alguma coisa criada em primeiro lugar na minha vida? Adorei Satanás? Invoquei Satanás? Usei coisas, li textos, ou ouvi músicas que invocam explicitamente o demónio? Sou supersticioso? Pratiquei a magia, o espiritismo, fui à bruxa, a médiuns, ou a curandeiros? Pratiquei a adivinhação através da astrologia, do jogo do copo, do pêndulo, das cartas do tarôt, da leitura da palma da mão ou coisas semelhantes? Acreditei em horóscopos? Usei amuletos como a ferradura, o corno, os cristais ou coisas semelhantes? Acreditei nas “energias”, na Nova Era, na reencarnação, no Reiki, ou em coisas semelhantes?
2º Mandamento: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Blasfemei ou falei sem respeito contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas? Falei mal da Igreja, do Papa, dos Bispos ou dos Padres? Pronunciei levianamente ou sem respeito o nome de Deus, por exemplo, em anedotas ou piadas? Jurei sabendo que era falso o que prometia? Jurei fazer alguma coisa injusta ou ilícita? Roguei pragas? Deixei de cumprir algum voto ou promessa que tenha feito a Deus ou a algum santo?
3º Mandamento: Santificar os domingos e festas de guarda.
Faltei à Missa ao domingo ou em algum dia santo? Cheguei tarde à Missa por culpa própria? Trabalhei ou mandei trabalhar nesses dias sem grave necessidade? Dediquei nesses dias mais tempo a Deus, à família, aos pobres, aos doentes e ao descanso?
4º Mandamento: Honrar pai e mãe e os outros legítimos superiores.
Obedeci aos meus pais? Manifestei-lhes o devido amor e respeito? Ajudo-os espiritual e materialmente? Entristeço-os? Abandonei-os na velhice, ou na doença? Tenho rezado por eles? Zanguei-me com os meus irmãos? Maltratei-os? Tenho transmitido a fé aos meus filhos? Atrasei o seu batismo, ou a sua primeira comunhão? Tenho-me empenhado na sua educação? Defendo-os do pecado? Dei-lhes maus exemplos? Corrigi com firmeza e paciência os seus defeitos? Fui amável com os estranhos e, ao contrário, pouco amável na vida de família? Discuti com o meu marido (a minha mulher)? Evitei repreendê-lo(a) ou discutir diante dos filhos? Tenho-lhe faltado ao respeito? Deixei de ajudar, dentro das minhas possibilidades, os meus familiares nas suas necessidades espirituais ou materiais? Obedeço à Igreja, ou discuti os seus mandamentos? Guardei a abstinência de carne nas sextas-feiras? Jejuei quarta-feira de cinzas e sexta-feira santa? Confessei-me pelo menos uma vez por ano? Comunguei pelo menos uma vez por ano pela Páscoa? Tenho contribuído para as necessidades da Igreja segundo as minhas possibilidades? Obedeci ao Papa e ao meu Bispo? Obedeci às justas determinações das autoridades civis?
5º Mandamento: Não matar nem causar outro dano no corpo ou na alma a si mesmo ou ao próximo.
Causei prejuízos ao próximo com palavras ou com obras? Desejei-lhe mal? Agredi alguém? Sou violento? Alimentei pensamentos de vingança? Manifestei ódio ou rancor a alguém? Perdoei de todo o coração as ofensas que recebi? Deixei de falar ou nego a saudação a alguém? Cheguei a ferir ou a tirar a vida ao próximo? Colaborei, de algum modo, em atos que ocasionassem a morte de um inocente? Pratiquei, aconselhei ou facilitei o crime gravíssimo do aborto? Defendi o aborto em certos casos? Fui gravemente imprudente na condução de veículos motorizados pondo em risco a minha vida e a dos outros? Deixei-me vencer pela ira? Cometi algum atentado contra a minha vida? Embriaguei-me ou, levado pela gula, comi mais do que devia? Tomei drogas? Preocupei-me eficazmente pelo bem do próximo, advertindo-o de algum grave perigo material ou espiritual, em que se encontrava ou corrigindo-o como exige a caridade cristã? Escandalizei o próximo, incitando-o a pecar, com as minhas conversas, o meu modo de vestir, convidando-o para assistir a algum espectáculo mau ou emprestando-lhe algum livro ou revista maus? Procurei reparar o mal causado pelo escândalo?
6º e 9º Mandamentos: Guardar castidade nas palavras e nas obras. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
Consenti em pensamentos ou desejos contra a castidade? Fixei o olhar, falei ou li coisas sensuais ou obscenas? Vi pornografia? Procurei o prazer sexual por si mesmo, fora do ato conjugal? Tive liberdades no namoro? Respeitei o corpo da minha namorada (do meu namorado)? Pequei contra a castidade por atos? Sozinho (masturbação) ou acompanhado (adultério, fornicação, com pessoas do mesmo sexo)? Havia alguma circunstância – de parentesco, matrimônio, consagração a Deus, ou menoridade – que tornassem mais grave aquela ação? Vivo maritalmente com alguém com a qual não estou casado pela Igreja? Assisti a espetáculos ou conversas que me colocaram numa situação próxima do pecado? Tenho em conta que expor-me a essa ocasião já é um pecado? Antes de assistir a um espectáculo ou de ler um livro ou uma revista, procuro informar-me sobre a sua classificação moral para evitar a ocasião de pecado ou o perigo de deformação da consciência que pode ocasionar-me? Usei do matrimônio indevidamente procurando o prazer sexual fora do ato conjugal? Neguei ao meu cônjuge os seus direitos? Tive intenção de tornar o ato conjugal voluntariamente infecundo? Pratiquei a contracepção, tomando a pílula, usando o preservativo, ou o dispositivo intra-uterino, laqueando as trompas, interrompendo o acto conjugal para evitar os filhos? Aconselhei ou defendi a contracepção? Faltei à fidelidade conjugal por pensamentos e ações? Mantenho amizades que são ocasião habitual deste pecado de infidelidade? Estou disposto(a) a abandoná-las? Visto-me com decência ou sou sensual pondo em evidência aquelas partes do meu corpo que mais chamam a atenção do sexo oposto?
7º e 10º Mandamentos: Não furtar nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo.
Não cobiçar as coisas alheias. Roubei algum objeto ou alguma quantia em dinheiro? Reparei os danos causados? Tive inveja? Cobicei as coisas alheias? Paguei aos outros os salários devidos pelo seu trabalho? Paguei os impostos? Trabalhei com empenho as horas que devia? Desperdicei tempo no trabalho? Abusei da confiança dos superiores? Prejudiquei o Estado abusando do fundo de desemprego ou da baixa médica? Devolvi ao dono as coisas emprestadas ou achadas? Aproveitei-me injustamente da desgraça alheia cobrando juros excessivos? Prejudiquei, de algum modo, o próximo nos seus bens? Enganei o próximo cobrando mais do que o valor justo combinado, ou alterando a quantidade ou qualidade dos bens e serviços? Reparei o prejuízo causado? Tolerei abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir? Fiz acepção de pessoas ou manifestei favoritismos? Gastei mais do que permitem as minhas possibilidades? Desperdicei dinheiro no jogo ou noutras futilidades? Tratei mal dos meus bens? Aceitei, com sentido cristão, a carência de coisas necessárias?
8º Mandamento: Não levantar falsos testemunhos nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo.
Disse mentiras? Reparei os prejuízos causados? Minto habitualmente com a desculpa de que se tratar de coisas de pouca importância? Fiz juízos falsos ou temerários? Copiei nos exames? Revelei, sem motivo justo, defeitos graves alheios que, embora reais, não são conhecidos? Reparei de algum modo os prejuízos causados, por exemplo, falando dos aspetos positivos dessa pessoa? Caluniei, atribuindo ao próximo defeitos que não eram verdadeiros? Já reparei os males causados ou estou disposto a fazê-lo? Disse mal dos outros baseando-me apenas nos boatos? Colaborei na calúnia, na difamação ou na murmuração? Semeei discórdias e inimizades com as minhas palavras? Exagerei os defeitos do próximo? Gostei de ouvir falar mal do próximo? Estou sempre a criticar?
Ato de contrição:
Meu Deus, porque sois infinitamente bom, eu Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e, com o auxílio da vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender; peço e espero o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.
Deus o abençoe!

Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Comemoramos a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.
A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.
Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.
A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu Sou a Imaculada Conceição”.
Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Solenidade da Imaculada Conceição, é dia de católico ir à Missa!

Amanhã, 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, é dia de católico ir à Missa! Como neste ano o preceito cai no sábado, entenda nesta animação como fazer para cumprir tanto o preceito da Imaculada quanto o do 2.º Domingo do Advento! (Mais detalhes aqui: http://bit.ly/2LjcXR2.)


Tibieza: O veneno diabólico que inebria as almas

A Tibieza tem o dedo do Diabo, e quer levar a todos para o Inferno!

Tibieza
Do blog Livres de Todo Mal - Canção Nova
Temos vivido tempos difíceis e estranhos…Digo isso no modo pessoal como as pessoas tem vivido o seu ser cristão, mas também em meio ao tipo de cristianismo que temos vivido em nossas Comunidades. Afinal de contas, nossas Comunidades são reflexos do que cada um vai vivendo de maneira pessoal!
Tempos estranhos em que tenho notado de maneira acentuada um forte discurso de desejos por Deus e pela Santidade, mas poucos atos concretos que levem à prática de conseguir efetivar tais resoluções interiores! E isso é realmente estranho, e deveria nos levar a reflexão:
Como é que tendo um grande desejo por Deus, de viver uma vida de Santidade, de querer obedecer, e corresponder á Voz do Senhor; sou levado tão facilmente para o campo das inconstâncias, e, posteriormente para o campo dos Pecados, ao ponto de conseguir caminhar carregando o fardo dos Pecados Mortais que deliberadamente decidi cometer??
Como que conseguimos viver desse modo tanto tempo? Como que deixamos que a nossa vida seja uma contínua oscilação entre uma vida em Deus e uma vida na mundanidade?
Como explicar os tempos de graças que vivemos inseridos em Deus, nas práticas de piedade, na vida de Oração; e logo nos vemos prostrados por terra, desejando por vezes ardentemente as paixões da carne??
Nossa alma grita!! Grita da dor dos pecados, grita com medo, grita por causa da ingratidão; e certamente grita pelo desespero de muitas vezes perceber que se morrêssemos naquele estado; o nosso destino certo seria o Inferno!
O que de fato está por detrás deste nosso tipo de comportamento e inconstâncias?
Que força é esta que tem nos arrastado por caminhos perigosos e para muitos sem volta?
Tenho refletido sobre esta realidade, diante de tantas pessoas que atendo, mas também diante das limitações e fraquezas que muitas vezes me encontro; e acredito que há uma causa específica por detrás dessa “onda” de apatia, e se chama: Tibieza!
Certamente estamos sendo atingidos pela Tibieza muito mais do que pensamos, e temos colhido o amargor por não combatê-la!

O que é a Tibieza?

O Dicionário a define por: Estado de fraqueza, de frouxidão, de debilidade, falta de ardor, de entusiasmo; frieza…
E podemos certamente associar tudo isso não somente a realidade biológica/fisiológica do homem; mas também por detrás de toda a realidade espiritual que nos cerca!
Ouso dizer que a Tibieza é antes de tudo uma realidade espiritual que atinge a todos os outros âmbitos de nossa vida!
A Tibieza é a mornidão da nossa alma, a maneira frouxa com a qual vamos levando a nossa vida com Deus, um tipo de vontade enfraquecida, preguiçosa, desanimada e sem fervor…Um tipo de debilidade, de frieza diante das coisas espirituais, diante de Deus, dos Sacramentos…
Sem duvida podemos afirmar que a Tibieza é uma doença espiritual!
A Tibieza amortece as energias da nossa vontade, inspira horror a qualquer tipo de esforço em que decidamos ter, vamos levando a nossa caminhada cristã na frouxidão, no torpor; vamos no fundo, arrastando a nossa vida cristã! E se a Tibieza não for logo detectada, ela terá a capacidade de nos levar a morte espiritual! Pois ela, como um micróbio terrível, é capaz de destruir todo o nosso “organismo espiritual”. Ela não é ainda a morte espiritual, mas ela é capaz de sugar de tal modo nossas forças e “energias”, nos pondo numa sonolência tão profunda, num estado de dormência incalculável, que a morte virá em questão de tempo! A Tibieza nos leva a um sistema de acomodações em nossa vida espiritual!
Que estado lamentável é esse da Tibieza em nossas almas! A apatia em não querer e não ter forças para lutar contra aquilo que temos consciência que está nos matando!

Como a Tibieza entra em nossas vidas?

Santo Afonso Maria de Ligório define a Tibieza assim: “A tibieza, é o hábito do Pecado Venial plenamente voluntário.”
Portanto, a Tibieza é o hábito de não combatermos os Pecados Veniais que vão surgindo em nossas vidas!
Devemos aqui nos atentar para uma realidade muito importante que o santo doutor assinala neste conceito: Ele diz de hábito!
Isso significa que todos nós caímos em pecados veniais, mas quando arrependidos voltamos para Deus e emendamos o nosso comportamento, não podemos dizer que isso seja um hábito!
Quando caímos num pecado venial, o podemos fazer por fraqueza de nossa própria natureza humana; e não por hábito! O Pe. Desurmont traz uma definição muito interessante sobre a Tibieza comentando Santo Afonso Maria de Ligório:
“A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só.
É um hábito fundado num cálculo implícito: ‘Esta falta não ofenderá a Nosso Senhor gravemente, não me há de condenar. Pois vou cometê-la.’
É um ato dificílimo de se desarraigar da alma. É um hábito muito espalhado sobretudo entre as pessoas que fazem profissão de piedade e entre as almas consagradas a Deus.”
Portanto, a Tibieza entrará em nossas almas quando de livre vontade e de modo consciente, escolhermos pelo pecado! A gravidade disso, é que quando nos acostumamos com essa atitude de escolher pelo pecado, entramos num “acordo de paz” com a Tibieza!
Isso atinge de maneira mais direta as almas daqueles que escolheram em algum momento servirem à Deus e à Ele se entregarem! São aquelas almas que experimentaram a Deus, que o Demônio quer “temperar” com a Tibieza.
Aqueles que mais caem nessa doença espiritual, são aqueles homens e mulheres que buscando a Deus, precocemente acreditaram terem “matado” certos tipos de hábitos e comportamentos do homem velho; quando na verdade os mesmos estavam apenas dormindo. Começam então a negociar com o mundo novamente, perdendo a força de decidir-se por Deus, tendo a vontade entorpecida, colocando-se como “presa fácil” para que o Demônio se instale com a Tibieza em seu coração!
Uma vez instalada, o primeiro movimento da Tibieza será tirar aquela alma da constância e da fidelidade da sua vida de Oração, rezar se tornará enfadonho, outras realidades se colocarão como prioridade para aquela alma, ainda que ela saiba que a Oração é mais importante! É um estado consciente de inércia! É como um paralítico que tem a consciência da necessidade de locomover o seu corpo, mas seu corpo não reage!
A alma que se permitiu entrar neste estado de Tibieza não virará totalmente suas costas para Deus, mas começará a permitir que em sua vida inicie um processo de indiferença às pequenas faltas e até mesmo indiferença aos pecados veniais, até chegar a indiferença aos pecados mortais. Este estado de “febre lenta” não tirará a alma tíbia por completo dos Sacramentos, da Eucaristia, da Confissão, da Oração do Santo Rosário; mas tal alma começará a fazer tudo de maneira negligente, se acomodará com uma rotina medíocre, fará suas obrigações com má vontade e indisposição, permitirá que a impaciência, a ira, as murmurações, as mentiras e vaidades, a gula, a tristeza e todo o tipo de imperfeições não lhe causem mais estranheza e nem mais as rejeite. Para a alma tíbia já não mais importa as imperfeições, e corrigi-las está longe de ser uma meta a ser alcançada!
Infeliz alma é esta que em pouco tempo se tornará completamente insensível as coisas de Deus e às pessoas que estão à sua volta, que começará um clico de “pecados de olhos abertos”, e o próximo passo é se atirar no abismo do Pecados Mortais, e por eles ser devorada!
São Gregório nutre esperanças a respeito de um pecador não convertido; desespera, porém, de uma alma tíbia, que não se importa com sua Tibieza.
O santo sabe o que a Palavra de Deus diz sobre os mornos: Serão vomitados pela boca do Senhor!
Neste contexto, ser vomitado pelo Senhor significa se colocar longe da Sua Graça. Por conta da quantidade de pecados que a Tibieza faz com que aquela comece a viver, Deus já não pode mais derramar aquelas luzes que iluminavam o caminho daquela alma, que alimentava a sua Fé. Já não haverá mais para aquela alma as consolações espirituais, a devoção, os santos desejos, o gosto pelo sobrenatural, o fervor, a meditação; uma tristeza interior contínua a acompanhará; e é por isso que agora se tornará muito difícil sair dessa situação!
É como um doente que sabe que precisa de saúde para sair daquele estado que lhe abate; mas é exatamente a saúde que lhe falta!
Santa Teresa de Jesus nos ensina algo sobre esta realidade:
“Passei nesse mar tempestuoso quase vinte anos, ora caindo ora levantando. Mas levantava-me mal, pois tornava a cair. Tinha tão pouca perfeição que, por assim dizer, nenhuma conta fazia de pecados veniais. Se temia os mortais não era a ponto de me afastar dos perigos. Sei dizer que é uma das vidas mais penosas que se possa imaginar. Nem me alegrava em Deus, nem achava felicidade no mundo. Em meio aos contentamentos mundanos, a lembrança do que devia a Deus me atormentava. Quando estava com Deus, perturbavam-me as afeições do mundo” (Santa Teresa de Jesus, Vida, 8,2).
Acho também importante frisar que a Tibieza nada tem haver com um estado que muitas vezes chamamos de Deserto Espiritual, ou Aridez Espiritual…Estes, quase sempre, tem por iniciativa o próprio Deus, que quer por meio deles nos concede graças e bens espirituais para nossas almas!
A Tibieza é sempre uma ação Diabólica que quer atingir as almas que oscilam entre as virtudes e os vícios
A Tibieza vista de modo simbólico, é como a mão do Demônio sobre as nossas gargantas, que sorrindo, sabe qual será o nosso fim!

Como vencer a Tibieza?

A coisa mais importante que precisamos ter em mente caso identifiquemos que este vício adentrou em nossa alma, é saber que é possível vencer a Tibieza, mas isso não acontecerá sem a plena confiança na Graça de Deus e com uma tenaz decisão e esforço de nossa parte.
A mundanidade que você permitiu que entrasse em você, precisará ser extirpada e, a fidelidade, a constância e a disciplina precisarão serem buscadas com afinco.
Precisará de um “sair de si” constante! Tal alma precisará criar um ritmo para retomar sua de vida de Oração e as práticas de piedade com vigor, pois sem isso, o fracasso é certo!
O fervor espiritual é necessário para as almas Tíbias, e uma ação do Espírito Santo, que tudo faz novo, é primordial!
São Gregório escreve: “A tibieza, que deixou o fervor, cai no desespero”
Vamos aos passos que nos ajudarão a compreender o caminho a ser percorrido para vencermos a Tibieza:
1) O primeiro passo e talvez o mais importante, é conseguir identificar que está se vivendo a Tibieza! Diante de tudo aquilo que foi apresentado acima, e fazendo um “raio x” da sua vida, do seu dia a dia, do seu cristianismo; é possível ter uma noção se você se deixou invadir pela Tibieza, e em qual grau a mesma se encontra dentro de você…
2) Uma vez que falamos que a Tibieza se lança sobre as almas que oscilam entre as virtudes e os vícios, também estamos afirmando que tais almas já experimentaram do amor paternal de Deus em suas vidas; e agora precisarão se recordar desta história de amor, e ter o desejo de viver uma vida santa, dedicada e exclusiva à Deus!
Será preciso se recordar dos propósitos de santidade e perfeição que você traz dentro de si, a aspiração de viver sob a graça de Deus…Resumindo: Você precisará trazer a resolução interior de sair desta situação e os propósitos de alcança – lá!
Santa Teresa diz: “O Senhor só deseja de nossa parte uma resolução decidida, o resto ele mesmo faz. O demônio não teme as almas irresolutas”
Mas o desejo, a resolução desta vida de santidade, se não te lançar na prática do ato da mudança, será apenas mais um passo em direção fracasso…
A Palavra de Deus diz: “Os desejos causam a morte do preguiçoso, pois suas mãos não querem fazer nada…” (Pv 21,25)
A vida cômoda jamais combaterá a Tibieza! A preguiça não poderá mais fazer parte do seu dia a dia, você nã poderá mais se permitir gastar seu tempo com coisa vãs que te inebriam, com coisas que seduzem os seus apetites ou suas paixões…
São Francisco de Sales diz: “É preciso começar com uma grande e firme resolução de dar-se inteiramente a Deus, prometendo-lhe que queremos pertencer-lhe para sempre, sem nenhuma reserva. Depois, renovar muitas vezes essa mesma resolução.”
3) A Oração e a Meditação, são por excelência o caminho seguro para vencer a Tibieza!
A alma que não se aplicar na prática da Oração e da Meditação, já saiba que estará colocando em risco todo o caminho percorrido. Pois a Tibieza e a Meditação não podem andar juntas. Uma ou outra há de perecer! São incompatíveis! Portanto, poderíamos dizer que a alma que medita constantemente, esta imune a Tibieza; e a alma que se percebeu tíbia, certamente se afastou da meditação!
Para que eu não coloque as minhas percepções sobre a importância da Meditação, selecionei alguns pensamentos de santos para iluminar este nosso caminho:
“A meditação põe em ordem as inclinações de nossa alma e dirige nossas ações para Deus; sem ela nossas tendências se voltam para a terra e nossas ações se dirigem conforme as mesmas e tudo cai em desordem”(São Bernardo)
“Se alguém perseverar na oração, ainda que o Demônio induza a cometer muitos pecados, o Senhor não deixará de reconduzi-lo ao porto da salvação” (Santa Teresa de Jesus)
“Embora pareça que não há imperfeições em nós, descobrimos grande número delas, quando Deus faz ver o nosso íntimo, o que Ele costuma fazer na meditação”. (São Bernardo)
“Quem não medita, não julga com severidade a si mesmo, porque não se conhece. A oração controla nossos afetos e dirige nossos atos para Deus” (São Bernardo)
“Quem deixa a meditação em pouco tempo se torna um animal ou um Demônio”. (Santa Teresa)
“Quem não medita muito, fica sem o laço de união com Deus. Nessa situação não será difícil para o demônio, encontrando a pessoa fria no amor de Deus, levá-la a se alimentar com uma fruta envenenada”.(Santa Catarina de Bolonha)
“Quem persevera na meditação, mesmo que o Demônio a tente de muitas maneiras, tenho certeza que o Senhor a levará ao porto da salvação… Quem não para no caminho da meditação, chegará, ainda que tarde” (Santa Teresa)
Sendo assim, é possível compreender que sem a Meditação diária, é impossível avançar! Nenhum outro remédio será tão eficaz como a Meditação! Que tal alma não invente “remédios” que por si só decidiu tomar. É preciso seguir a via daqueles mestres da vida espiritual que já percorreram este caminho com triunfo.
Meia hora de meditação cotidiana, bem preparada, bem feita, bem dosada, sem pressa, sem sonolência ou má vontade; e isso te levará a frutos concretos nestes seu processo!
4) Exame de Consciência e Sacramento da Confissão, também serão necessários para vencer a Tibieza. Fazer uma boa revisão de vida, pedindo ao Espírito Santo que “lhe convença” dos seus pecados, e lhe dê a graça da contrição dos mesmos.
Pois em geral o tíbio não abandona de vez a Confissão, mas certamente a realiza de qualquer jeito, de maneira mal feita, buscando confessores não tão rígidos, escolhendo confessores que não conhece, disfarçando por meio de palavras os pecados cometidos…Fazem na verdade uma confissão medíocre! Tem por meio de uma boa confissão a oportunidade de se livrar do fogo do Inferno, mas estão tão adormecidos, que preferem permanecer com o pé sobre o precipício…
Para os Tíbios, a Confissão não tem como propósito uma mudança de vida, o propósito de não mais voltar ao pecado; mas é simplesmente uma maneira de arranjar mais uma absolvição para poder comungar!
Por isso a Confissão é caminho obrigatório para as almas tíbias!
Coloquei propositalmente a Confissão e o Exame de Consciência após a Oração e a Meditação, pois há almas num estado tão avançado de Tibieza, que se não forem iluminadas com a ação do Espírito Santo por meio da Oração e da Meditação, continuarão a fazer uma Confissão inadequada! Mas se, entregando um tempo a Oração e a Meditação diárias, conseguirão enxergar mais claramente o estado de suas almas, sendo lançadas por meio da ação de Deus, a recorrer a Confissão de um modo mais digno!
5) A Eucaristia: A Eucaristia é o remédio mais sublime contra a Tibieza! Na Eucaristia esta contido o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo; como poderia algo ser mais sublime e eficaz que Ele?!
O problema é o que tíbio se “acostumou” à Comunhão, para ele já não existe mais o “encantamento” de estar recebendo dentro de si, Aquele que lhe deu a vida!
Santa Teresa diz: “Não há melhor meio para se chegar à perfeição do que a comunhão frequente. Oh, como o Senhor a vai aperfeiçoando de um modo admirável!”
O Concílio de Trento ensina que a Comunhão nos liberta das faltas diárias e nos protege dos Pecados Mortais. E São Bernardo chancela nos ensinado que a Comunhão reprime as nossas paixões carnais, principalmente a ira e a sensualidade.
A Eucaristia nos livra das tentações diabólicas, e prepara o terreno do nosso coração para que as Virtudes possam habita-lo.
O Beato João de Ávila dizia: “Quem se afasta da comunhão frequente faz o papel do demônio”
E quantas vezes devo Comungar? Todos os dias se puder! Aos Domingos é obrigatório o cristão ir a Santa Missa, isso nem preciso mais dizer. Mas se de fato queremos nos libertar desta praga que é a Tibieza, devemos receber o Corpo e o Sangue de Jesus diariamente!
6) A Devoção a Santíssima Virgem Maria principalmente através da Oração do Rosário! O Rosário tem uma dupla graça para quem o reza. Além de conseguir ganhar as Indulgências que lhe são devidas, ele te leva a Oração Vocal e a Meditação, realidade essencial para combater a Tibieza, lembra?
Pois em cada mistérios somos chamados a meditar o nascimento, vida, paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo…Há diversas promessas de Nossa Senhora em sua aparições sobre as graças que Ela dispensa àqueles que recorrem ao Rosário. Entre essas graças:
O Rosário, fará reflorescer as virtudes, fará conseguir misericórdia para as almas. Atrairá os corações dos homens para o céu e os levará do amor do mundo ao amor de Deus e os elevará aos desejos das coisas eternas” (Bem-Aventurado Alano da Rocha)
Podemos dizer que o Rosário é uma das principais Terapias Espirituais a serem empregadas àquelas almas sub-julgadas pela Tibieza!
Sei que me estendi um pouco neste artigo – e que até poderia ter escrito mais – mas vi que foi necessário, por se tratar de algo tão sério em nossa caminhada cristã, e que pode estar passando desapercebido por nós! Podemos estar vivendo a Tibieza e empregando os remédios errados ou desnecessários, e sofrendo as consequências por isso!
Apesar da gravidade em que se encontra uma alma na Tibieza, jamais deixemos de confiar na Misericórdia Divina, que coloca à nossa disposição todos os meios necessários e nos dá todos os “instrumentos” para que saíamos vencedores!
Só não podemos esquecer que tudo isso precisa ser empregado de forma séria e enérgica para combate-lá!
Façamos do Espírito Santo o nosso grande companheiro de caminhada, pois submetidos à Sua ação em nossas vidas, logo colheremos dos melhores frutos!
Portanto, mãos à obra, temos um longo, mas belo processo a percorrer!
Quero saber o que você achou deste artigo! Não esqueça de deixar os seus comentários!
Deus abençoe você!

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