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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Perseguições religiosas são inaceitáveis, diz Papa

Ao refletir sobre liberdade religiosa, Francisco destacou perseguições como inaceitáveis e incompreensíveis
Jéssica Marçal
Da Redação CN
Papa Francisco recebeu nesta sexta-feira, 20, os participantes da conferência internacional sobre liberdade religiosa – “A liberdade religiosa segundo o direito internacional e o conflito global de valores” – realizada em Roma. O Pontífice classificou como inaceitáveis as perseguições que têm como motivo uma crença religiosa.
Francisco explicou que, em relação à liberdade religiosa, a Igreja católica faz referência à declaração Dignitatis humanae, um dos documentos mais importantes do Concílio Ecumênico Vaticano II. Ele destacou que na mente e no coração do ser humano há perguntas religiosas que precisam de liberdade religiosa para se manifestar plenamente.
“A razão reconhece na liberdade religiosa um direito fundamental do homem que reflete a sua mais alta dignidade, aquela de poder procurar a verdade e aderir a ela, e reconhece nessa uma condição indispensável para poder implementar toda a própria potencialidade”.
O Santo Padre ressaltou que a liberdade religiosa não é somente aquela de pensamento ou de culto, mas é uma liberdade de viver segundo os princípios éticos decorrentes da verdade encontrada. Trata-se de um grande desafio no mundo globalizado, que em nome de um falso conceito de tolerância acaba perseguindo os que defendem a verdade sobre o homem e suas consequências éticas.
“Os ordenamentos jurídicos, estatais ou internacionais são chamados, portanto, a reconhecer, garantir e proteger a liberdade religiosa, que é um direito intrinsecamente inerente à natureza humana, à sua dignidade de ser livre e é também um indicador de uma democracia sadia e uma das fontes principais da legitimidade do Estado”.
Segundo Francisco, a liberdade religiosa favorece o desenvolvimento das relações de mútuo respeito entre as diversas confissões e uma sadia colaboração com o Estado e a sociedade política, sem confusão de papeis e sem antagonismos. “No lugar do conflito global dos valores se torna possível, de tal modo, a partir de um núcleo de valores universalmente partilhados, uma global colaboração em vista do bem comum”.
À luz da razão, o Papa considerou como incompreensíveis e preocupantes as discriminações e restrições de direitos por causa de uma determinada fé. “É inaceitável que ainda existam verdadeiras perseguições por motivos de religião! Mesmo guerras! Isto fere a razão, atenta contra a paz e humilha a dignidade do homem”.

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