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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Memória de São João Bosco

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos(Mc 4, 21-25)
Naquele tempo, Jesus disse à multidão: “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”.
Padroeiro dos jovens, S. João Bosco é exemplo para toda a Igreja de como se deve viver o sacerdócio católico, o qual não é mais do que uma participação daquele sacerdócio único e supremo de que nos tem falado há vários dias a Epístola aos Hebreus. E as palavras que o autor sagrado aplica hoje a Jesus Cristo: “Temos um grande sacerdote constituído sobre a casa de Deus” (Hb 10, 21), podem aplicar-se, à sua maneira, a esse grande presbítero que foi D. Bosco. Pois bem, ao longo das últimas semanas, vimos que ao sacerdote competem duas qualidades principais: a fidelidade e a compaixão, características que não estiveram ausentes da vida de D. Bosco, como fica claro a quem quer que leia a sua biografia. Foi sacerdote compassivo, em primeiro lugar, pela diligência com que acompanhou S. José Cafasso às prisões e pôde, com sua conhecida amorevolleza, conquistar o coração dos jovens ali encarcerados, sentindo em si mesmo a dor que eles sentiam e oferecendo-lhes toda a ajuda necessária, tão logo fossem soltos. Foi sacerdote fiel, ademais, pelo empenho com que buscou instruir nas verdades da fé e educar para a virtude aquelas turbas de jovens andarilhos e necessitados de Turim. Prova disso são os vários livros que ele se deu ao trabalho de compor, a fim de que os jovens recebessem uma formação digna e livre dos erros perniciosos, contrários à fé e à verdade histórica do cristianismo, que eram propagados por não poucos manuais escolares da época. Assim, aquele Sumo e eterno Sacerdote, que permanece vivo para sempre depois de ter vencido a morte, continua presente no curso da nossa história, por meio do ministério dos sacerdotes constituídos sobre a sua casa, que é a Igreja: fiel e compassivo, dedicado e entregue aos demais, a vida de D. Bosco não foi outra coisa senão um constante tornar Cristo presente no meio dos homens. Que ele interceda por nós e, por seus méritos e sufrágios, nos alcance as bênçãos de Deus. — S. João Bosco, rogai por nós!

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